O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados da PNAD contínua sobre municípios nesta sexta-feira (28). Os dados revelaram crescimento no desemprego de 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro. O marcador apresentou leve alta com relação ao trimestre anterior quando marcou 6,1%.
A taxa atingiu sua menor marca pelo terceiro mês seguido da série histórica, iniciada em 2012. A marc mais baixa de desemprego no país havia sido registrada em dezembro de 2013, com 6,3%. A população desocupada cresceu 10,4% frente ao trimestre anterior, mas 12,5% menor do que o registrado na comparação anual do período para 2024.
Segundo Adriana Beringuy, que coordena as pesquisas domiciliares pelo IBGE, o crescimento de fevereiro é explicado por fatores sazonais. Segundo ela, os dois primeiros meses do ano são marcados por busca de emprego, a população ocupada recuou 1,2% em relação aos três meses anteriores, chegando a 102,7 milhões, mas permaneceu 2,4% maior que o registrado na comparação anual.
Desemprego por setores
A queda mais expressiva foi observada no setor de construção civil com contração de 4,0%, agora com 310 mil pessoas empregadas no segmento em todo o país. Os serviços domésticos também apresentaram queda, com diminuição de 4,8%, menos de 290 mil pessoas ocupadas no trimestre de dezembro a fevereiro.
Nenhum dos segmentos analisados na pesquisa apresentou crescimento durante o período. O rendimento médio habitual dos trabalhadores atingiu R$3.378 no trimestre móvel encerrado em fevereiro. O valor representa alta de 1,3% frente ao trimestre anterior. O valor também é o maior registrado na série histórica desde 2012.
Segundo o IBGE, a melhora no rendimento está relacionada à redução da informalidade em certos setores da economia , o que aumentou a proporção de empregos formais, que oferecem salários maiores.
“O bom resultado, tanto em número como em composição, corrobora o momento de aperto no mercado de trabalho doméstico”, afirma Rafael Bonventi, analista da BitGet.
Ele salienta que adesaceleração tende a ser gradual, justificando a espera de mais dados para poder dar um veredito se ainda é necessário um arrocho maior na economia nacional.