Copom

Inflação alta em maio reforça projeções para manutenção da Selic

“Tivemos surpresas altistas principalmente em alimentação e também em energia elétrica", disse analista

Foto: Freepik/Moeda brasileira
Foto: Freepik/Moeda brasileira

A aceleração do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) — que mede a inflação — em maio, além do que foi observado na composição do indicador, reforçou as projeções de que o Copom (Comitê de Política Monetária) interrompa na próxima semana o ciclo de queda dos juros, de acordo com a opinião de economistas.

Além de o principal indicador para a inflação brasileira ter vindo um pouco acima das projeções, a piora em alguns núcleos e a manutenção das incertezas no cenário externo também auxiliam essa estimativa.

“Tivemos surpresas altistas principalmente em alimentação e também em energia elétrica. Eu destacaria que foi uma leitura um pouco mais desafiadora na margem”, declarou Alexandre Maluf, economista da XP, de acordo com o “InfoMoney”.

Na análise do núcleo de inflação, Maluf aponta que a média móvel de três meses anualizada foi de 3,1% para 3,2% em maio, afastando-se da meta perseguida pelo BC (Banco Central).

Ele também acrescentou que os serviços intensivos em mão de obra seguem rodando em torno de 6%, com um pequeno alívio na margem. “Enfim, o IPCA trouxe uma mensagem marginalmente pior na sua composição”, comentou.

“Para o BC, é uma leitura que reforça nosso cenário de que o BC deve interromper o ciclo já na próxima reunião, pelas incertezas que se acumulam. O IPCA, com uma composição mais desafiadora, acaba por reforçar essa visão”, disse Maluf.

Focus: mercado sobe pela 5ª consecutiva projeção para a inflação

Relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (10), os analistas do mercado elevaram suas projeções para a inflação deste ano pelo quinto mês consecutivo.

Segundo as medianas, a expectativa é de que o IPCA atinja 3,90% até o final do ano, o que representa um aumento de 0,9 ponto em relação ao centro da meta, mas ainda está dentro da margem de tolerância estabelecida até 4,5%.

Além disso, o consenso do mercado aponta um aumento nas estimativas dos analistas para a inflação e o PIB (Produto Interno Bruto) em 2024 em comparação com as projeções anteriores.

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