
O Banco Central do México (Banxico) manteve a taxa básica de juros em 7% ao ano nesta quinta-feira (5), em decisão unânime. Com isso, a autoridade monetária pausou o ciclo de flexibilização iniciado em agosto de 2024, depois de 12 cortes consecutivos.
Segundo o comunicado, o comitê avaliou que uma pausa se tornou apropriada por causa dos riscos inflacionários. Embora a inflação geral tenha recuado, as expectativas para o fim de 2026 subiram. Além disso, as projeções de longo prazo seguem relativamente estáveis, mas ainda acima da meta.
Inflação ainda preocupa
O Banxico afirmou que o balanço de riscos para a inflação ficou mais equilibrado, porém mantém viés de alta. A inflação do país está em 3,77%. Ainda assim, o banco central espera que o índice converja para 3% apenas em 2027.
Além disso, a autoridade disse que ajustou para cima as previsões de inflação geral e subjacente entre o primeiro trimestre de 2026 e 2027. Para o BC, os números seguem sujeitos a riscos como pressões de custos, depreciação do peso e disrupções ligadas a conflitos geopolíticos ou a políticas comerciais.
Incerteza com os EUA entra no radar
O comunicado também citou o ambiente externo. De acordo com o Banxico, mudanças na política econômica dos Estados Unidos continuam adicionando incerteza ao cenário.
“Seus efeitos podem implicar pressões inflacionárias em ambos os lados do balanço”, afirmou o BC mexicano, ao comentar as medidas da administração americana.
Mercado e atividade desde a última reunião
Desde a última decisão, as taxas dos títulos soberanos do México caíram em todos os prazos, enquanto o peso mexicano se apreciou, segundo a autoridade monetária. Além disso, a atividade econômica exibiu expansão no quarto trimestre de 2025, após queda no terceiro trimestre.
Ainda assim, o Banxico alertou que o ambiente de incerteza e as tensões comerciais seguem como riscos de baixa para a economia. No cenário global, o BC observou que o ritmo de expansão continuou a moderar no fim de 2025, com tensões comerciais ainda presentes.