Esperava-se 135 mil vagas

Payroll: EUA geram 228 mil empregos em março, acima das estimativas

O desempenho acima das expectativas reflete uma continuidade no fortalecimento do mercado de trabalho norte-americano

An amazing shot of the US flag in a park on the Manhattan skyline background
An amazing shot of the US flag in a park on the Manhattan skyline background

O mercado de trabalho dos EUA registrou a criação de 228 mil novos postos de trabalho em março, segundo os dados do relatório de emprego, conhecido como payroll, divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Departamento do Trabalho.

O número superou amplamente as previsões do mercado, que esperavam a abertura de 135 mil vagas no mês passado, conforme o consenso da Lseg/Reuters.

Com esse resultado, fica evidente que a economia dos EUA continua a mostrar sinais de recuperação, com o setor de empregos fora da agricultura se mantendo aquecido, mesmo diante de um cenário de incertezas econômicas.

O desempenho acima das expectativas reflete uma continuidade no fortalecimento do mercado de trabalho norte-americano. A taxa de desemprego ficou em 4,2%; a projeção era de uma taxa de 4,1%.

Índice do medo nos EUA dispara mais de 30% após tarifaço

VIX (Volatility Index), conhecido como o índice do medo, dispara nesta quinta-feira (03), próximo às suas máximas no ano, aos 27,54 pontos, após o anúncio de tarifas universais de 10% pelo presidente dos EUADonald Trump

Na noite desta quarta-feira, o republicano anunciou ainda novas tarifas de importação a diversos países, em alguns casos as taxas beiram os 50% Com isso, por volta das 16h o indicador subia 38,03%, a 27,54 pontos.

O VIX mede o nível de volatilidade dentro da carteira teórica do índice S&P 500, que reúne as 500 ações mais relevantes listadas na bolsa de Nova York. 

Desde a sessão do dia 21 de fevereiro, o VIX vinha valorizando de forma constante, depois que foram divulgados dados mais fracos sobre a atividade econômica. 

Contudo, chegou a seu menor nível, o valor de 17 pontos, no final de março, repercutindo as possibilidades de acordo de paz entre Ucrânia e Rússia e também às indicações do Fed (Federal Reserve), que minimizou a fraqueza da economia.

Desde então, o índice do medo dos EUA passou a subir novamente, intensificando a partir da  guerra comercial de Trump, que elevou as incertezas em um cenário já nebuloso para a economia.