Donald Trump e Nicolás Maduro  • REUTERS/Maxwell Briceno REUTERS/Kent Nishimura
Donald Trump e Nicolás Maduro • REUTERS/Maxwell Briceno REUTERS/Kent Nishimura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (29) que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado completamente interditado. A declaração, feita através da rede social Truth Social, foi direcionada a companhias aéreas, pilotos e até mesmo a traficantes de drogas e pessoas.

“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado”, escreveu Trump em letras maiúsculas, em tom de ultimato. O presidente americano não forneceu detalhes adicionais sobre a medida ou sua implementação prática.

A declaração acontece dias após a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitir um alerta de segurança recomendando que companhias aéreas evitem sobrevoar o território venezuelano. A agência reguladora alertou sobre uma “situação potencialmente perigosa” devido ao agravamento da situação de segurança e ao aumento da atividade militar dentro e ao redor do país.

O aviso da FAA provocou efeito cascata na aviação comercial, pelo menos seis grandes companhias aéreas internacionais incluindo TAP, Iberia, Avianca, Latam, Turkish Airlines e Gol suspenderam imediatamente suas operações para Caracas. 

A decisão afetou milhares de passageiros, especialmente a comunidade portuguesa na Venezuela, estimada em meio milhão de pessoas que costumam viajar para casa durante as festas de fim de ano.

Em resposta, o governo de Nicolás Maduro revogou as autorizações de tráfego aéreo dessas companhias. Em comunicado oficial, o Ministério dos Transportes venezuelano acusou as empresas de “unirem-se aos atos de terrorismo de Estado promovidos pelo governo dos Estados Unidos”.