
A economia brasileira piorou nos últimos meses, está mais difícil para os trabalhadores conseguirem um emprego, e o país caminha na direção errada.
Em conclusão, essas são algumas das opiniões que a maioria dos brasileiros têm no momento sobre a economia do país e a atuação do governo Lula no setor, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2).
Para 56% dos entrevistados pela Quaest, a situação econômica do Brasil piorou nos últimos 12 meses, enquanto era de 39% na pesquisa de janeiro.
A pesquisa também mostra que 26% afirmam que a economia está do mesmo jeito, e apenas 16% dizem que a situação econômica melhorou.
Maior pessimismo com a economia
Em outro recorte da pesquisa, a Quaest perguntou se os entrevistados acreditam que o Brasil está indo na direção certa ou errada. Para 56% dos entrevistados, o país está indo na direção errada.
Ademais, o resultado mostra que houve aumento de 6% de pessoas que enxergam a economia do país na direção errada (esse percentual era de 50% em janeiro).
Da mesma forma, caiu de 39% para 36% a quantidade de entrevistados que responderam que o Brasil está caminhando na direção certa.
A Quaest também questionou os entrevistados para avaliar se está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego nos dias atuais do que há um ano. Para 53%, está mais difícil conseguir emprego.
Na pesquisa realizada pela Quaest em dezembro do ano passado, 45% relataram maiores dificuldades na obtenção de um emprego.
O levantamento também mostra que caiu de 49% em dezembro para 35% agora no final de março os que dizem estar mais fácil conseguir emprego.
Alta de preços assusta
Um dado que corrobora o aumento da visão negativa a respeito da economia está na quantidade de pessoas que dizem que os preços dos alimentos subiu nos mercados no último mês: nada menos que 88% dos entrevistados.
Sobre o preço dos combustíveis, para 70%, houve alta nos postos no último mês. Para 16%, ficou igual. Apenas 5% considera que caiu.
Em seguida, 81% dos entrevistados da Quaest afirmam que o poder de compra nos dias atuais é inegavelmente menor do que há um ano, pois em dezembro era 68%.
Para 9% das pessoas, o poder de compra está igual ao que era antes. Outros 9% consideram que houve aumento do poder de compra.