Veja o resumo da noticia

  • Superávit da balança comercial brasileira atinge US$ 4,343 bilhões em janeiro, impulsionado pela diminuição nas importações.
  • Queda nas importações de bens intermediários e combustíveis contribui para o saldo positivo, apesar do aumento em bens de consumo.
  • Setor agropecuário impulsiona exportações com bom desempenho de soja e milho, contrastando com a retração da indústria.
  • Indústria extrativa enfrenta dificuldades devido à redução nas vendas de petróleo e minério de ferro no período analisado.
  • Diminuição da participação dos EUA nas exportações brasileiras, enquanto a China aumenta sua fatia no comércio total.
Foto: Unsplash / Comércio
Foto: Unsplash / Comércio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro, alta de 85,8% na comparação com janeiro de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta quinta-feira (5). Ainda assim, o saldo ficou um pouco abaixo da projeção de economistas consultados pela Reuters, de US$ 4,9 bilhões.

O desempenho do mês se explica, principalmente, pela queda mais forte das importações, que recuaram 9,8%, para US$ 20,810 bilhões. Já as exportações somaram US$ 25,153 bilhões, com baixa de 1% na comparação anual.

Importações recuam e dão fôlego ao saldo

A redução nas compras externas concentrou-se em bens intermediários e combustíveis. Em contrapartida, houve avanço nas importações de bens de consumo e de bens de capital, embora em magnitude menor. Assim, o resultado líquido acabou favorecendo o superávit.

Agro cresce, enquanto indústria perde tração

Do lado das exportações, apenas o setor agropecuário avançou, com alta de 2,1%, impulsionada por melhor desempenho de soja e milho. Por outro lado, a indústria extrativa caiu 3,4%, pressionada por vendas menores de petróleo e minério de ferro. Além disso, a indústria de transformação recuou 0,5%.

EUA perdem participação e China ganha espaço

No recorte por destinos, as vendas para os Estados Unidos caíram 25,5% na comparação anual. Com isso, a participação do país no total exportado pelo Brasil recuou de 12,7% em janeiro de 2025 para 9,5% em janeiro deste ano. Enquanto isso, a fatia da China subiu de 21,7% para 25,7%, reforçando o deslocamento do fluxo comercial.