
As novas regras de segurança do Pix entram em vigor nesta segunda-feira (2) e mudam a forma como o sistema trata fraudes e golpes. As medidas, adotadas pelo Banco Central, ampliam o rastreamento do dinheiro e aceleram a devolução dos valores transferidos de forma irregular.
A principal mudança envolve o Mecanismo Especial de Devolução (MED). A partir de agora, quando alguém registra uma denúncia de fraude, o sistema bloqueia imediatamente a conta suspeita, antes mesmo da análise detalhada.
Dessa forma, o Pix impede que golpistas transfiram o dinheiro rapidamente para outras contas, prática comum para dificultar o rastreio.
Além disso, o MED passa a permitir a recuperação dos valores a partir de outras contas que receberam o dinheiro, e não apenas da conta usada inicialmente na fraude. Segundo o Banco Central, essa atualização permite concluir a devolução em até 11 dias após a contestação, prazo menor do que o aplicado anteriormente.
Na prática, o processo funciona assim:
- a vítima registra a reclamação no banco;
- a instituição avalia o caso; o sistema bloqueia os recursos do recebedor;
- se confirmar a fraude, o banco devolve o dinheiro total ou parcialmente.
Caso o saldo não cubra o valor, o sistema realiza novos bloqueios sempre que a conta receber recursos, por até 90 dias após a transação original.
Outro avanço importante envolve a comunicação quase instantânea entre instituições financeiras e órgãos de segurança. Essa integração acelera o acompanhamento do caminho do dinheiro e fortalece as investigações.
Além disso, os bancos passam a aplicar critérios mais rigorosos para identificar transações suspeitas e atuam dentro de um sistema integrado do Pix, atualizado com novos procedimentos definidos pelo Banco Central.