Método de pagamento

Pix pode fazer muito mais do que hoje, diz Campos Neto

A agenda do BC prevê o lançamento do Pix por aproximação e do Pix Automático em 2025, para facilitar os pagamentos físicos

Foto: CanvaPro
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Roberto Campos Neto, o presidente do BC (Banco Central), afirmou que o Pix pode fazer muito mais do que faz atualmente. “Tem uma avenida muito grande de opções daqui para frente”, disse o executivo em live de despedida e balanço da gestão.

Com relação ao serviço de pagamento, a agenda do BC prevê o lançamento do Pix por aproximação e do Pix Automático em 2025. 

A proposta do primeiro lançamento é facilitar os pagamentos físicos, permitindo que o cliente utilize o Pix apenas aproximando o celular da maquininha.  Enquanto isso, a segunda proposta tem um funcionamento similar ao do débito automático.

Além disso, Campos Neto ressaltou que o Pix tem características programáveis que permitem que ele sirva como uma trilha de cartão de crédito e diminuir alguns custos que existem nos arranjos de pagamento.

BC: quase 60% da população avalia o Pix como seguro ou muito seguro

Uma pesquisa promovida pelo BC (Banco Central), divulgada nesta sexta-feira (29), mostrou que 58,9% da população e 70,3% dos comerciantes avaliam o Pix como “muito seguro” ou “seguro”. Os resultados são da 2ª edição da pesquisa “O Brasileiro e os Hábitos de Uso de Meios de Pagamento”.

O levantamento ocorreu entre outubro e novembro de 2023, envolvendo pesquisas quantitativas com 1,5 mil pessoas e 600 estabelecimentos comerciais. Em 2024, já foram contabilizados 12 vazamentos de chaves Pix.

Nesta edição, os entrevistados também registraram 1.228 diários de pagamento, relatando todos os pagamentos e transferências realizados durante uma semana.

No que diz respeito à segurança do Pix, 1.240 pessoas e 584 estabelecimentos comerciais participaram da avaliação. Entre elas, uma parcela considerável considera o Pix seguro, enquanto 18% das pessoas e 10,5% dos comércios o avaliam como “inseguro” ou “muito inseguro”.

A pesquisa ainda abordou a aceitabilidade do serviço como meio de pagamento, verificando se ele é bem aceito por quem recebe o pagamento, seja um comércio ou pessoa física. Entre a população, 87,4% afirmaram que o Pix é praticamente sempre aceito ou muito aceito; 6% o consideraram “nem pouco aceito, nem muito aceito”; e 6,2% disseram que o Pix é “pouco aceito” ou “praticamente nunca aceito”.

Os dados reforçam a crescente popularidade da função e sua consolidação como um meio de pagamento preferido por brasileiros, apesar dos desafios relacionados à segurança. As informações são do “Valor“.