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Powell diz que pode ser mais ‘cauteloso’ com política monetária

"Oodemos nos dar ao luxo de sermos um pouco mais cautelosos ao tentarmos encontrar a neutralidade” com os juros, disse Powell

Foto: Divulgação
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O presidente do Fed (Federal Reserve), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira (4) que o desempenho recente da economia norte-americana possibilita que o Banco Central do país seja mais criterioso com a trajetória futura dos cortes na taxa de juros.

Considerando o crescimento melhor que o esperado em 2024, “podemos nos dar ao luxo de sermos um pouco mais cautelosos ao tentarmos encontrar a neutralidade” com a política de juros, disse Powell, de acordo com o InfoMoney.

Ele acrescentou que “a economia está forte e está mais forte do que pensávamos em setembro”, em meio a uma inflação que também está um pouco mais alta do que o esperado. O Fed se reúne neste mês, em uma reunião que os mercados esperam que resulte em outra redução na taxa básica.

O chair também afirmou que, em relação à ideia de um chamado “chair sombra” do Fed, “não acho que isso esteja em discussão”. A declaração foi dada enquanto ele falava em um evento do New York Times.

Powell: economia dá sinais de que não há pressa em cortar juros

O presidente do Fed (Federal Reserve), Jerome Powell, afirmou que as taxas de juros dos EUA devem cair mais, apesar de que elas não devem seguir com ritmo de queda tão acelerado nos próximos meses.

Na avaliação de Powell, as tendências e dinâmicas atuais da economia devem seguir em vigor, no curto prazo. 

Nesse quadro estariam incluídas a desaceleração do mercado de trabalho e o arrefecimento da inflação, facilitada por taxas que ainda estão em níveis restritivamente altos. 

“Estamos movendo a política ao longo do tempo para um cenário mais neutro”, disse o presidente do Fed durante um evento em Dallas, segundo a “CNN Brasil”. 

“A economia não está enviando nenhum sinal de que precisamos ter pressa para reduzir as taxas”, acrescentou.

O que entrou no radar dos planos do Fed também foram as propostas políticas do presidente eleito Donald Trump, que podem, eventualmente, mudar radicalmente a economia dos EUA.