
O dólar teve uma sessão de queda ante o real, e o Ibovespa rondava a estabilidade nesta quinta-feira (3), enquanto os mercados globais enfrentavam uma onda de aversão ao risco, com investidores reagindo ao anúncio de novas tarifas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que elevou os temores de recessão global.
Trump anunciou na quarta-feira (2) que imporá uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações para os EUA e taxas mais altas sobre alguns dos maiores parceiros comerciais do país, em uma medida que intensificou a guerra comercial iniciada em seu retorno à Casa Branca.
No geral, a taxação adicional foi maior do que vinha sendo esperada, mas o Brasil, assim como outros países da América Latina, foi um dos menos afetados pelo novo anúncio, o que contribuiu para a valorização do real nesta sessão.
As importações chinesas serão tarifadas em 34%, além dos 20% impostos anteriormente, elevando o novo imposto total para 54%. Já a União Europeia enfrentará uma tarifa de 20%, e o Japão será alvo de uma taxa de 24%.
O Brasil, por sua vez, recebeu a tarifa mínima de 10%, enquanto o México, que já havia sido alvo de uma tarifa anterior, foi poupado de um novo aumento.
“O anúncio veio entre os piores cenários esperados pelos analistas… É um cenário de choque tarifário severo, uma intensificação bastante brusca das barreiras comerciais norte-americanas e, até o momento, sem uma visão de reversão desse movimento”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. As informações são do Investing.
Fed precisa avaliar riscos de inflação com ‘tarifaço’ de Trump
As autoridades do Fed (Federal Reserve), Banco Central dos EUA, disseram precisar de mais detalhes antes de projetar o impacto dos planos comerciais do presidente norte-americano Donald Trump.
Membros do Fed podem ter obtido mais do que esperavam na quarta-feira (2), quando ele revelou tarifas abrangentes que, segundo analistas, podem mudar drasticamente as perspectivas econômicas do país.
As taxas, que Trump exibiu como uma tabela de classificação global de impostos sobre importação, apresentam uma linha de base de 10% para os principais parceiros comerciais, como a União Europeia, uma alíquota ainda mais alta de 25% para Canadá e México, enormes 46% para o Vietnã e potencialmente mais de 50% para a China.