
Os títulos da Venezuela, papéis emitidos pelo governo para captar recursos no mercado, com promessa de pagamento futuro acrescido de juros, dispararam nesta segunda-feira (5), após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos durante o fim de semana.
O acontecimento abriu caminho para uma possível mudança de regime, cenário no qual investidores com cerca de US$ 60 bilhões em papéis vêm apostando.
Notas em default e da estatal petrolífera PDVSA mais do que dobraram nos últimos meses. Passando para entre 23 e 33 centavos por dólar, à medida que o presidente dos Donald Trump, intensificou a pressão sobre Maduro.
Embora ainda distante, a perspectiva de uma reestruturação da dívida, um passo-chave para atrair novos financiamentos, pode impulsionar novos ganhos, levando os chamados preços de recuperação para 50 a 60 centavos, segundo investidores.
Default
A Venezuela está em situação de “default” desde 2017 — termo usado quando um país deixa de pagar suas dívidas dentro do prazo acordado. Desde então, o mercado negociou seus títulos a preços muito baixos, refletindo o alto risco de problemas.
Mesmo assim, esses papéis tiveram o melhor desempenho global no ano passado, quase dobrando de valor. Tudo em meio ao aumento da pressão política e militar dos EUA sobre o governo Maduro.