Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.  (AFP or licensors)
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. (AFP or licensors)

Os títulos da Venezuela, papéis emitidos pelo governo para captar recursos no mercado, com promessa de pagamento futuro acrescido de juros, dispararam nesta segunda-feira (5), após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos durante o fim de semana.

O acontecimento abriu caminho para uma possível mudança de regime, cenário no qual investidores com cerca de US$ 60 bilhões em papéis vêm apostando.

Notas em default e da estatal petrolífera PDVSA mais do que dobraram nos últimos meses. Passando para entre 23 e 33 centavos por dólar, à medida que o presidente dos Donald Trump, intensificou a pressão sobre Maduro.

Embora ainda distante, a perspectiva de uma reestruturação da dívida, um passo-chave para atrair novos financiamentos, pode impulsionar novos ganhos, levando os chamados preços de recuperação para 50 a 60 centavos, segundo investidores.

Default

A Venezuela está em situação de “default” desde 2017 — termo usado quando um país deixa de pagar suas dívidas dentro do prazo acordado. Desde então, o mercado negociou seus títulos a preços muito baixos, refletindo o alto risco de problemas.

Mesmo assim, esses papéis tiveram o melhor desempenho global no ano passado, quase dobrando de valor. Tudo em meio ao aumento da pressão política e militar dos EUA sobre o governo Maduro.