Donald Trump aparece em pronunciamento oficial enquanto barris de petróleo e infraestrutura energética da Venezuela ilustram acordo entre os países, com impacto direto na importacao de petróleo, no comércio internacional e no mercado global de energia.
Ilustração gerada por IA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (6) um suposto acordo com a Venezuela. Segundo ele, o país entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos americanos. No entanto, o governo venezuelano ainda não confirmou a informação.

Trump divulgou a notícia por meio de uma rede social. Além disso, não apresentou detalhes oficiais sobre o suposto acordo. Portanto, a falta de confirmação gera dúvidas sobre a veracidade do anúncio.

Contexto da operação militar

A declaração acontece três dias após uma ação militar americana em território venezuelano. Essa operação resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Além disso, deixou ao menos 80 mortos, sendo a maioria militares venezuelanos.

Entre as vítimas, 32 eram militares cubanos. Consequentemente, a tensão na região aumentou de forma significativa. Dessa forma, o cenário geopolítico da América Latina ficou ainda mais complexo.

Controle dos recursos

Trump afirmou que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Entretanto, o controle dos recursos ficará sob responsabilidade do governo americano. Segundo o presidente, o objetivo é garantir o uso correto do dinheiro.

“Os recursos serão usados em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, declarou Trump. Portanto, o governo americano centralizará a gestão financeira da operação. Além disso, definirá como os valores serão distribuídos.

Logística da operação

De acordo com o presidente americano, o petróleo será transportado por navios de armazenamento. Depois disso, será descarregado diretamente em terminais localizados em território americano. Dessa maneira, os Estados Unidos mantêm controle total sobre o processo.

O volume anunciado corresponde a cerca de dois meses da produção atual da Venezuela. Assim, representa uma quantidade significativa de recursos energéticos. Consequentemente, pode impactar o mercado internacional de petróleo.

Negociações em andamento

Mais cedo, a agência Reuters informou sobre discussões entre autoridades dos dois países. Segundo fontes da agência, o acordo deve redirecionar cargas que antes tinham a China como destino. Portanto, há uma reorientação estratégica das exportações venezuelanas.

As conversas envolvem a exportação de petróleo bruto venezuelano para refinarias americanas. Dessa forma, os Estados Unidos ampliam seu acesso a fontes energéticas da região. Além disso, enfraquecem a parceria entre Venezuela e China.

Estoque acumulado

Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques. Entretanto, não consegue exportá-los devido ao bloqueio imposto por Washington. Consequentemente, o país enfrenta sérias dificuldades financeiras.

O embargo faz parte da estratégia americana para sufocar economicamente a Venezuela. Assim, os Estados Unidos tentam forçar mudanças políticas no país sul-americano. Além disso, buscam controlar seus recursos naturais.

No sábado (3), logo após o sequestro do presidente venezuelano, Trump fez novas declarações. Ele afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de empresas americanas. Portanto, companhias dos EUA poderiam atuar diretamente no país.

Segundo Trump, empresas do setor investiriam bilhões de dólares na infraestrutura. Dessa forma, recuperariam a produção e ampliariam a capacidade de extração. Consequentemente, os Estados Unidos teriam acesso privilegiado aos recursos venezuelanos.

Capacidade das refinarias

As refinarias localizadas na Costa do Golfo dos Estados Unidos podem processar petróleo pesado. Portanto, têm capacidade técnica para refinar o produto venezuelano. Além disso, já fizeram isso no passado.

Antes das primeiras sanções impostas por Washington, os EUA importavam cerca de 500 mil barris diários. Assim, a Venezuela era um fornecedor importante de petróleo para o mercado americano. Entretanto, o embargo mudou completamente esse cenário.