O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) o novo pacote de tarifas comerciais, batizado de “Dia da Libertação”, que determinou sobretaxas recíprocas a produtos importados de todos os países com barreiras consideradas desproporcionais.
O nível das tarifas varia conforme o país. Para o Brasil, a taxação ficou em 10%, enquanto para o Camboja, por exemplo, elas chegam a até 49%, que cobraria dos EUA tarifas de 97%.
“Hoje é o Dia da Libertação”, disse Trump em discurso. Ele também acrescentou que a data será lembrada como o dia em que a indústria americana “renasceu”.
“Nossos contribuintes foram enganados por mais de 50 anos, mas isso não vai mais acontecer”, disse Trump.
O presidente republicano também aproveitou para criticar as tarifas de importação aplicadas por outros países a produtos dos EUA, como os 10% cobrados pela União Europeia sobre veículos americanos.
No entanto, Trump deixou de lado as tarifas que o próprio EUA cobra sobre esses produtos, como os 25% sobre caminhões estrangeiros — em contraste com os 2,5% aplicados aos carros europeus.
Anteriormente, o governo trumpista já havia anunciado uma tarifa de 25% sobre carros e autopeças importados, que entra em vigor após a meia-noite de quinta-feira (3).
‘Tarifaço’ de Trump une governo e oposição; Senado aprova lei da reciprocidade
O Governo Lula e a bancada ruralista se uniram na última tera-feira (1º) pela aprovação no Senado, de forma unânime, do Projeto de Lei que impõe a reciprocidade de regras ambientais e comerciais das relações do Brasil com outros países.
O texto autoriza o país a retalhar quem cria barreiras aos seus produtos. O projeto foi aprovado pela comissão de assuntos econômicos do senado e pelo plenário da Casa, seguindo diretamente para a câmara, para votação em regime de urgência.
A aprovação aconteceu na véspera do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o novo ‘tarifaço’ que pode atingir uma série de produtos brasileiros. O anúncio do Republicano está previsto para ocorrer nesta quarta-feira (2).
Apesar da Casa Branca não confirmou os detalhes das alíquotas, afirmou que as regras passaram a valer assim que forem reveladas pelo presidente norte-americano.