Foto: REUTERS/Jim Young/File Photo
Foto: REUTERS/Jim Young/File Photo

Donald Trump ameaçou barrar a Exxon Mobil de investir na Venezuela. A decisão veio após o CEO da petrolífera, Darren Woods, chamar o país de “não investível” durante reunião na Casa Branca.

Encontro tenso com líderes do setor

Na sexta-feira passada, Trump reuniu 18 executivos do setor petrolífero. Durante o encontro, portanto, solicitou US$ 100 bilhões para revitalizar a indústria venezuelana. Contudo, a resposta de Woods frustrou as expectativas presidenciais.

O CEO explicou que a Venezuela precisaria reformar suas leis. Além disso, destacou a necessidade de proteções duradouras aos investimentos. Woods foi direto: “Com as estruturas legais atuais, não é possível investir”.

Reação de Trump

No domingo, Trump demonstrou insatisfação com a posição da Exxon. Consequentemente, sinalizou que pode excluir a empresa dos planos para a Venezuela.

“Não gostei da resposta da Exxon”, declarou o presidente. Segundo ele, a companhia está “se fazendo de engraçadinha demais”. Por isso, está inclinado a manter a empresa fora dos negócios venezuelanos.

A Exxon, a ConocoPhillips e a Chevron foram parceiras importantes da PDVSA, estatal venezuelana. Entretanto, entre 2004 e 2007, o governo de Hugo Chávez nacionalizou o setor petrolífero.

Enquanto a Chevron negociou acordos com a PDVSA, a ConocoPhillips e a Exxon deixaram o país. Em seguida, entraram com processos de arbitragem.

“Nossos bens foram confiscados duas vezes”, lembrou Woods. Portanto, uma terceira entrada no mercado venezuelano exigiria mudanças significativas. Especificamente, a empresa necessita de reformas na lei de hidrocarbonetos do país.