Veja o resumo da noticia

  • Salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 representa um reajuste de 6,8%, impactando trabalhadores CLT e beneficiários de programas sociais.
  • Novo valor começa a ser pago em fevereiro, abrangendo aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso.
  • Cálculo do reajuste combina inflação medida pelo INPC e crescimento do PIB de dois anos antes, conforme a Lei nº 14.663/23.
  • Aumento do piso nascional eleva benefícios como aposentadorias, auxílio-doença, seguro-desemprego, PIS/Pasep e BPC.
  • Reajuste influencia a renda básica, negociações salariais e políticas públicas que usam o piso como referência.
  • Histórico do salário mínimo mostra ganhos nominais recorrentes, com o valor de 2026 seguindo a trajetória de aumentos anuais.
salário mínimo
Salário mínimo / Foto: Reprodução

O salário mínimo no Brasil em 2026 passou a R$ 1.621, um reajuste de 6,8% em relação a 2025.

Na prática, o aumento nominal é de R$ 103 e atinge diretamente trabalhadores do regime CLT, aposentados e beneficiários de programas sociais atrelados ao piso nacional.

O novo valor começa a aparecer no bolso a partir de fevereiro, quando são pagos os salários referentes a janeiro.

O cálculo segue a política de valorização definida pela Lei nº 14.663/23, que combina inflação medida pelo INPC e crescimento do PIB de dois anos antes, limitado a 2,5%. Para 2026, entraram na conta 4,4% de inflação e 2,5% de crescimento econômico, somando os 6,8% do reajuste.

Salário mínimo 2026: quando começa a valer

O novo salário mínimo passa a cair em fevereiro para trabalhadores com carteira assinada. Além disso, o piso também se aplica a aposentados e pensionistas do INSS que recebem o mínimo, além de benefícios sociais vinculados ao valor nacional.

Profissionais contratados como PJ não são alcançados pelo piso, pois seguem contratos próprios.

Dessa forma, a elevação dos valores puxa automaticamente uma série de benefícios. Entre os principais impactos estão:

  • Aposentadorias do INSS no piso nacional;
  • Benefícios previdenciários como auxílio-doença e auxílio-reclusão;
  • Seguro-desemprego, cujo valor mínimo passa a R$ 1.621 e o teto chega a R$ 3.703,99;
  • Abono salarial PIS/Pasep, limitado ao valor do salário mínimo;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.

Portanto, para quem recebe acima do mínimo no INSS, o reajuste é de 3,9%, seguindo outra regra de correção.

Impacto do reajuste do salário mínimo na renda

O novo patamar do salário mínimo amplia a renda básica e ajusta pagamentos que dependem do piso.

Além disso, influencia negociações salariais, contratos e políticas públicas que usam o mínimo como referência. Embora o efeito macroeconômico seja gradual, o reflexo acontece imediatamente para quem recebe benefícios vinculados.

A trajetória do salário mínimo mostra ganhos nominais recorrentes:

  • 2026 – R$ 1.621 (6,8%)
  • 2025 – R$ 1.518 (7,95%)
  • 2024 – R$ 1.412 (6,97%)
  • 2023 – R$ 1.320 (a partir de maio) (8,9%)
  • 2022 – R$ 1.212 (10,18%)
  • 2021 – R$ 1.100 (5,26%)
  • 2020 – R$ 1.045 (a partir de fevereiro) (4,7%)
  • 2019 – R$ 998 (4,61%)
  • 2018 – R$ 954 (1,81%)
  • 2017 – R$ 937 (6,48%)

Em suma, com o novo valor, o piso nascional segue como referência central para a renda de milhões de brasileiros, ajustando benefícios e definindo o piso de proteção social em 2026.