Veja o resumo da noticia
- Divulgação de resultados trimestrais da Coca-Cola com receita abaixo do esperado e impacto negativo nas ações da empresa.
- Crescimento lento no volume de vendas, estagnação em mercados importantes e impacto da inflação no consumo.
- Projeções de crescimento moderado para 2026 refletem um cenário desafiador e a necessidade de ajustar expectativas.
- Aumento de preços da Coca-Cola afeta a demanda, com consumidores buscando alternativas mais baratas.
- Estratégia da PepsiCo de reduzir preços de produtos como Lay's e Doritos devido à reação do consumidor.
- Desempenho fraco na América do Norte e Ásia exige revisão de estratégias e enfrentamento de múltiplos desafios.
- Custos de produção elevados pressionam margens de lucro e limitam a estratégia de aumentar preços.

A Coca-Cola divulgou resultados decepcionantes nesta terça-feira (10). Assim, a receita do quarto trimestre ficou abaixo das expectativas dos analistas. Consequentemente, as ações refletiram a frustração do mercado.
A empresa registrou receita de US$ 11,82 bilhões no período. No entanto, analistas esperavam US$ 12,03 bilhões. Portanto, a diferença gerou preocupação entre investidores.
Em termos ajustados, o lucro por ação alcançou US$ 0,58. Assim, esse número ficou acima das previsões de US$ 0,56. Portanto, houve um ponto positivo nos resultados divulgados.
Vendas em ritmo lento
O volume de vendas por unidade cresceu apenas 1% no trimestre. Dessa forma, manteve o mesmo ritmo dos três meses anteriores. Consequentemente, demonstra estagnação no crescimento.
A demanda por refrigerantes enfraqueceu em mercados importantes. Portanto, América do Norte e Ásia registraram queda nas vendas. Além disso, a inflação pressiona o consumo das famílias.
Projeções modestas para 2026
A companhia prevê receita orgânica entre 4% e 5% para 2026. Assim, a expectativa é de crescimento moderado. Além disso, esse avanço vem após alta de 5% em 2025.
As projeções conservadoras refletem o cenário desafiador. Portanto, a empresa reconhece dificuldades pela frente. Consequentemente, ajusta expectativas para o novo ano fiscal.
A Coca-Cola vem elevando preços de suas bebidas consistentemente. Assim, busca compensar custos de produção mais altos. No entanto, essa estratégia tem consequências no mercado.
Os consumidores norte-americanos reagem aos aumentos de preços. Portanto, buscam cada vez mais alternativas mais baratas. Consequentemente, a empresa perde participação de mercado.
Inflação pressiona orçamentos
As famílias enfrentam pressão crescente nos orçamentos domésticos. Assim, a inflação afeta principalmente itens de alimentação. Portanto, produtos mais caros perdem espaço no carrinho.
A mudança no comportamento do consumidor preocupa a indústria. Dessa forma, marcas premium sofrem mais com a migração. Além disso, produtos genéricos ganham preferência.
A rival PepsiCo anunciou medida importante na semana passada. Assim, vai reduzir preços de salgadinhos importantes. Portanto, marcas como Lay’s e Doritos ficarão mais baratas.
A decisão responde à reação negativa dos consumidores. Consequentemente, reconhece que aumentos sucessivos prejudicaram as vendas. Além disso, mostra que o mercado está mudando.
Desafios nos principais mercados
A América do Norte registra enfraquecimento preocupante na demanda. Assim, o principal mercado da empresa mostra sinais de esgotamento. Portanto, a Coca-Cola precisa repensar estratégias.
A Ásia também apresenta resultados decepcionantes no período. Dessa forma, outro mercado estratégico perde força. Consequentemente, a empresa enfrenta desafios em múltiplas frentes.
Os custos de produção continuam elevados globalmente. Portanto, a empresa enfrenta pressão nas margens de lucro. Assim, precisa equilibrar preços e volume de vendas.
A estratégia de aumentar preços encontra limites claros. Consequentemente, novos aumentos podem afastar ainda mais consumidores. Além disso, a concorrência com marcas próprias intensifica-se.