Imagem gerada por Inteligência Artificial
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Com a primeira parcela do 13º salário sendo depositada nesta sexta-feira (27), muitos trabalhadores têm a oportunidade de usar esse dinheiro extra para organizar as finanças e começar, ou reforçar, uma carteira de investimentos.

Mas, antes de decidir onde aplicar esses recursos, é essencial entender seu perfil de investidor e estruturar um plano financeiro mínimo.

Hoje, com base nos clientes da XP, 48,5% dos investidores são considerados agressivos pelas regras da CVM, 39,6% se enquadram como moderados e 8,6% como conservadores.

O suitability, termo que define o perfil do investidor, é o ponto de partida, pois indica sua tolerância ao risco. Mas ele não é suficiente para definir sozinho o portfólio ideal.

Para construir uma carteira realmente compatível com seus objetivos de longo prazo, é fundamental reunir informações sobre sua vida financeira, patrimônio e até comportamento. É nessa etapa que entra o planejamento financeiro.

“O maior risco para o investidor não está necessariamente na oscilação de mercado de curto prazo, mas em não alcançar sua meta financeira de longo prazo”, explica Rachel de Sá, estrategista da XP. “A política de investimentos, definida a partir do planejamento financeiro, é a bússola que orienta a carteira ideal.”

Cinco passos para investir melhor o 13º salário

1. Monte uma reserva de emergência

Antes de qualquer investimento mais arrojado, a reserva é o colchão que garante proteção em imprevistos.
Produtos indicados: Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária e fundos DI com risco soberano.
Segundo Rachel, essa etapa vale para todos os perfis, inclusive os agressivos.

2. Estruture um planejamento financeiro básico

Use parte do 13º para criar, ou revisar, seu plano:

  • quanto você precisa poupar;
  • por quanto tempo;
  • qual rentabilidade buscar.

Só com isso definido seu perfil de investidor poderá orientar corretamente os riscos que você deve assumir.

3. Diversifique com estratégia, não com excesso

O relatório de alocação da XP indica:

  • Perfis conservadores: até 70% em renda fixa pós-fixada;
  • Moderados: cerca de 32,5%;
  • Sofisticados: 12,5%, com mais espaço para multimercados, ações e alternativos.

“Diversificar não é espalhar por espalhar, é equilibrar riscos”, diz Rachel.

O 13º pode ser uma oportunidade para adicionar um novo ativo ou reequilibrar pesos.

4. Tenha clareza sobre o prazo dos objetivos

Quem investe pensando no longo prazo não deve se guiar pelas oscilações diárias de mercado.
Como diz Rachel, “o mercado oscila, mas seus objetivos permanecem”.

A disciplina de fazer aportes frequentes, e o 13º pode ser o impulso perfeito, aumenta a probabilidade de sucesso, reduz a dependência do cenário macro e evita a necessidade de buscar retornos excessivos.

5. Revise e rebalanceie a carteira

Mudanças pessoais e econômicas exigem atualização da estratégia.
O relatório de novembro da XP, por exemplo, aponta:

  • redução da exposição em crédito privado pós-fixado (CDI+);
  • aumento recomendado em ações nas carteiras moderadas e sofisticadas.

“Assim como o cenário muda, a vida do investidor também muda. Rebalancear é essencial”, afirma Rachel.