“A ideia é revolucionar outros mercados”, afirma coordenador da BP Empresas

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A XP Investimentos, mesmo tendo nascido com um discurso de briga contra os bancos, começou a oferecer serviços de câmbio e crédito e montou uma licença bancária. Porém, o caminho deles é diferente. O plano é revolucionar outros mercados, assim como fizeram na área de investimentos, de acordo com Luiz Rafael Andrade, coordenador da BP Empresas.

Com 15 anos de experiência no mercado financeiro, incluindo MBA em Controladoria e Finanças pela Unifacs e Análise de Crédito pelo Insper, Andrade já passou por bancos como Bradesco S/A e Safra S/A, atuando especialmente em operações de crédito. Hoje, está à frente dos serviços empresariais da BP Investimentos.

Em entrevista ao BP Money, ele conta detalhes sobre sua trajetória e sobre os serviços prestados pelo segmento.

Confira a íntegra da entrevista:

Qual foi sua trajetória no mercado financeiro?

Eu sou natural de Senhor do Bonfim, interior da Bahia. Cheguei em Salvador em 2004 para cursar Administração na UNEB e comecei minha carreira no mercado financeiro no ano seguinte, no Bradesco. Toda a minha trajetória foi feita lá, desde o colete vermelho até o atendimento de Pessoa Jurídica. Em 2010, fui convidado para assessorar a gerencia regional do Bradesco Empresas, cuidando de empresas com faturamento acima de R$ 50 milhões no Norte e no Nordeste. Depois disso, ainda fui gerente de relacionamento na agência de Salvador e trabalhei no Banco Safra. Recebi o convite de vir para a XP em 2019 e aceitei o desafio para fazer algo diferente do que eu já tinha feito por 14 anos. A XP revolucionou o mercado financeiro, principalmente a área de investimentos, e nos últimos 12 meses tem buscado soluções para PJs, tanto na parte de investimentos com na de crédito. Fiquei muito mais confortável quando a XP entrou no crédito, pois foi o mundo no qual naveguei por toda a minha carreira. 

Quais as áreas de atuação da parte de empresas da BP?

Nosso principal negócio ainda são os investimentos, mas temos outros três pilares de suporte: operações de crédito colateralizadas, que têm garantia de aplicações financeiras dos sócios ou empresas que já têm conta na XP; operações via Asset, sem exigência de garantia de aplicação financeira; e o mercado de capitais, operações de dívida-mercado, que são uma solução que a XP tem o desafio de trazer para o Nordeste, pois não é muito difundida por aqui. Nós fazemos a estruturação de emissão de dívidas via debêntures, via certificado de recebíveis, assessoria de processo de M&A (fusões e aquisições) e afins. Além disso, realizamos soluções de câmbio. Damos todo o suporte para remessas financeiras, tanto para importação quanto para exportação, e é um produto extremamente competitivo para nós. A gente também faz toda a estrutura de derivativos, os instrumentos de hedges para que as companhias se protejam da variação cambial. Enfim, nós trazemos uma solução completa.

Vocês têm alguma faixa mínima de atuação ou de faturamento da empresa, por exemplo? Em qual público vocês estão focados?

Para operações de crédito com garantia de aplicação financeira e para remessas, não há restrições ou porte de faturamento, é preciso apenas ter uma aplicação financeira na casa. Já para operações part clean, com garantia parcial de aval ou de outro tipo, exigimos um faturamento mínimo de R$ 50 milhões por ano. Na área de mercado de capitais, temos um porte para operações de M&A: o faturamento mínimo deve ser R$ 150 milhões, e o negócio deve ser de no mínimo R$ 80 milhões. Para fazer emissão de dívida ou receber algum aporte via equity, a empresa precisa de um faturamento anual de R$ 500 milhões.

Quando vocês começaram na parte de crédito e câmbio, atendendo de forma mais ampla, houve dúvidas sobre o caminho da XP, que nasceu com a intenção de brigar contra os bancos. Afinal, qual o caminho de vocês: se tornar um banco ou modificar outros mercados?

Nossa ideia é revolucionar os outros mercados. Vamos continuar trabalhando via corretora, mas precisamos ter patente de banco por conta de algumas licenças, para um atendimento mais completo. Por isso, a XP estruturou um banco. Nosso grande diferencial é tentar acabar com as operações com muito spread bancário. A ideia é juntar os investidores que já temos aos tomadores de crédito, tirando a operação dos balanços do banco para colocá-la no dos investidores. Vamos tirar um intermediário da operação, ligar diretamente o investidor ao tomador. Esse é o plano da XP.

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