‘Não existe nenhuma empresa com o foco que temos’, diz CEO da Caffeine Army

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Com foco em levar saúde, alta produtividade e performance ao cliente, a Caffeine Army, hoje, é uma empresa mais voltada à produção de conteúdo do que ao varejo- segundo o próprio fundador e CEO da companhia, Bruno Lima.

“A gente tem como conceito e como missão, algo muito próximo a inspirar pessoas a viverem as suas melhores versões. Fazemos isso através de produtos e conteúdo”, disse Lima, em entrevista à BP Money. “No mercado, não existe nenhuma empresa com o foco que temos”, assegurou.

No bate papo, o empresário falou sobre a trajetória do projeto, a seleção para o programa da Endeavor e os impactos da pandemia. Segundo ele, por conta do fechamento das lojas, o “e-commerce acabou sendo a solução”. “Tivemos um crescimento e hoje podemos dizer que mês após mês os resultados só melhoraram”, declarou.

Lima revelou também que pretende aproveitar a popularidade da submarca SuperCoffee para expandir os produtos da Caffeine. “Hoje ela está bem mais conhecida, e queremos lançar mais produtos dele para aproveitar justamente esse momento”.

O que é e como surgiu a Caffeine?

É uma empresa de alimentos e bebidas e uma casa de produtos naturais. A gente tem como conceito e como missão, algo muito próximo a inspirar pessoas a viverem as suas melhores versões. Fazemos isso através de produtos e conteúdo. Todo nosso modelo de negócio é construído para oferecer isso. Mais de 50% da nossa equipe está na área de marketing digital, então temos uma produção de conteúdo muito ativa. Ela surgiu com a minha busca por esses conteúdos de alta performances e de produtividade, coisas desse tipo. No Brasil éramos muito mal atendidos nesse aspecto do bem-estar. Eu era atleta de crossfit, e estava sempre em busca de mais performance. Nos Estados Unidos se falava muito de conceitos de low-carb, e fui trazendo para o Brasil e inovando para os clientes.

Como você acredita que a Caffeine se diferencia das outras empresas do mercado que têm foco na saúde?

No mercado não existe nenhuma empresa com o foco que temos. O nosso grande diferencial é a produção de conteúdo que a gente faz. A gente mesmo cria uma comunidade de um estilo de vida mais holístico. Não atribuímos o resultado que as pessoas têm apenas ao produto. A gente instrui essa comunidade, dá recursos e educação para um cuidado com o corpo, com a nutrição, práticas de yoga e atividades físicas, além de um autocuidado com a mente.

Vocês começaram a empresa com uma série de produtos e hoje estão focados apenas no SuperCoffee. Como foi essa transição para focar em apenas um produto? Pensam em expandir essa cesta no futuro?

Temos novos produtos para o futuro do negócio, inclusive para a nossa submarca que é a do SuperCoffee. Hoje ela está bem mais conhecida, e queremos lançar mais produtos dele para aproveitar justamente esse momento. Nessa semana lançamos o economic size do SuperCoffee. É o mesmo produto, mas com embalagem um pouco maior. Logo quando lançamos já vendemos cerca de 15 mil unidades só no ecommerce. Vamos lançar também a versão sachê, que estava prevista para março, mas teve a quarentena. Agora, com a retomada, vamos lançar em agosto. Vamos lançar também novas versões e novos sabores do produto, como bebida pronta e em formato de barra. Para a marca também estamos tentando entender as dúvidas que os clientes têm quanto ao mercado. Aqui no Brasil não há nenhum concorrente, e já estamos em um processo burocrático com a Anvisa para abrir essas categorias. Pretendemos lançar esses produtos até o início do próximo ano.

Como a pandemia afetou o seu negócio?

Temos dois canais de vendas que são muito fortes. Estamos em mais de seis mil pontos de vendas no Brasil, que são em mercados naturais, alguns empórios e redes varejistas. Temos também o e-commerce, que é muito forte, com uma média de 12 mil pedidos por mês. Na pandemia, o primeiro impacto que tivemos foi nas lojas de produtos naturais, pois todas tiveram que fechar. Foram cerca de 30 dias com o faturamento zerado neste canal, e o e-commerce acabou sendo a solução. Tivemos um crescimento e hoje podemos dizer que mês após mês os resultados só melhoraram. Éramos muito mais focados em um pré-treino, por exemplo, e tivemos que mudar essa comunicação para poder se adaptar ao momento da quarentena, se tornando um produto viável para concentração ao trabalho, principalmente o home-office ou até alguma atividade física em casa.

Recentemente, vocês foram selecionados para o programa de aceleração da Endeavor, no setor de alimentos e bebidas. Como foi esse processo e qual a expectativa de participar dele?

É um programa muito disputado. São mais de 1500 empresas participando do processo seletivo e alguns fatores são considerados relevantes para você passar. Um deles é a inovação, ou seja, a disrupção que você provoca no seu nicho. A gente hoje, no mercado de café, bebidas energéticas e bebidas não alcoólicas, é a segunda empresa com maior destaque. Somos o segundo produto [SuperCoffee] mais vendido em toda a rede Mundo Verde e em várias outras franquias de produtos naturais. Outro fator muito relevante para eles e que eles levam em consideração é o crescimento. A gente cresceu 3600% do meio do ano passado para cá. A gente conseguiu uma das maiores notas na seleção do programa e hoje são 14 empresas participantes. Nós somos os únicos do Nordeste. É um programa que nós vamos ser acelerados pela Nestlè, pela Ambev, pelo Grupo Pão de Açúcar e pela Endeavor. 

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