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“Planejamos captar R$ 100 milhões para 40 startups esse ano” diz cofundador da Captable

Guilherme Enck falou sobre o 'mundo' das startups, os riscos envolvidos e o sucesso da Captable, plataforma de investimentos em startups da StartSe

Cofundador da Captable, plataforma de investimentos em startups da StartSe, Guilherme Enck explicou o passo a passo para investir em startups, os riscos envolvidos e muito mais. “O grande diferencial que a Captable oferece aos investidores, além do processo de investimentos facilitado e acessível, com cota mínima baixa (com mil reais já é possível investir) é o acesso aos melhores investimentos em startups” pontua Guilherme, em conversa à BP Money.

Com mais de 500 mil usuários na plataforma, o cofundador da Captable comenta sobre os projetos de expansão da empresa para 2021: “Nós captamos R$ 11 milhões no ano passado e planejamos captar R$ 100 milhões para 40 startups”.

Confira a entrevista completa:

Como e por qual motivo a Captable foi criada?

A Captable surgiu porque a gente via esse ecossistema de inovação, com startups se desenvolvendo muito no Brasil. Há dez anos não existia quase nada disso e, de repente, começaram a surgir fundos de investimento anjo, aceleradoras, incubadoras e similares, com cada vez mais força, principalmente as startups.

Então a gente percebeu esse ecossistema se expandindo muito rapidamente no país, apesar de ainda estar ‘anos luz’ atrás de ecossistemas mais desenvolvidos, como, por exemplo, do Vale do Silício, de Israel, da China e até da Europa. Dessa forma, nós observamos esse ‘novo mundo’ sendo criado.

Entretanto, havia uma variável não muito bem equacionada, que era o fato das pessoas físicas não terem fácil acesso à essa classe de ativos, para poderem adicionar aos seus respectivos portfólios de investimentos. Ou seja, os investidores não conseguiam ter um portfólio, por exemplo, com além de aplicações em renda fixa e em renda variável, uma parcela pequena, de uns 5% a 10% alocado em startups. Isso porque investir em startups ainda não era possível. Apenas grandes investidores e grandes fundos tinham acesso à essa modalidade de investimento, que pode proporcionar ganhos exponenciais.

E a Captable entra no mercado para mudar essa realidade e trazer acesso à inovação aos interessados. Dessa forma, a Captable foi criada por um grupo de empreendedores com histórico no mercado de fintechs, em parceria com a StarSe, ou seja, uma sociedade. Assim, a Captable foi lançada justamente para usufruir do ecossistema da StartSe, de inovação e de pessoas interessadas nesse novo segmento da economia, para atrair os melhores ativos e startups. Além de possibilitar que mais pessoas tenham acesso à investir nesse mercado.

Como funciona o processo de investimento em startups? E quais são os riscos envolvidos?

Existem diversas formas de investir em startups. É possível comprar diretamente, como ‘anjo’, investir em aceleradoras, fundos de venture capital (disponível apenas para investidores qualificados) e também através de plataformas de investimentos, como a Captable. As maneiras mais acessíveis de investir em startups são através de plataformas, aceleradoras ou sendo um investidor anjo. Sobre a sistemática, ela é simples. Tendo acesso à origem das startups, a pessoa vai fazer uma oferta de equity e negociar com a empresa. Depois vem a questão jurídica, com a dívida conversível, modelo muito utilizado também nos Estados Unidos. Nessa modalidade, o investidor não é sócio da startup, ele ‘empresta’ dinheiro e é remunerado com ações da empresa, quando ela se tornar uma S.A, ou seja, quando ela abrir o seu capital. O que dura, em média, 5 anos.

Para investir em startups na Captable, basta se cadastrar, escolher dentre as startups disponíveis, fazer uma reserva de investimento, realizar uma transferência de recursos, através de TED, DOC ou PIX e depois aguardar a finalização da captação. Por fim, é necessário assinar digitalmente toda a documentação solicitada.
Sobre os riscos, há risco de perder todo o capital investido, mas não há riscos de contrair uma dívida, ou seja, perder mais do que investiu. Por isso, nós salientamos que investir em startups é arriscado e também não é para todo perfil de investidor. O ideal é que o investidor aplique apenas uma pequena parcela do seu capital em startups. Muitas startups podem dar errado, como também podem dar certo e gerar ganhos exponenciais.

A startup da área de tecnologia verde, Trashin, quebrou um recorde ao captar 1 milhão de reais em 4 horas na CapTable. Mas qual é o diferencial que a Captable oferece aos seus investidores?

O grande diferencial que a Captable oferece aos investidores, além do processo de investimentos facilitado e acessível, com cota mínima baixa (com mil reais já é possível investir) é o acesso aos melhores investimentos em startups. Isso porque nós criamos um processo seletivo próprio, com base em critérios rigorosos, no qual menos de 2% das startups são selecionadas, porque queremos oferecer os melhores produtos aos nossos clientes.

Em suma, eu colocaria que os três pilares diferenciais que a Captable oferece aos investidores são: facilidade para o investimento e a facilidade operacional, acesso às melhores opções de investimentos e, através do nosso sócio, a StartSe, ter uma forma de se educar para esse novo mundo que está ganhando cada vez mais espaço na economia tradicional.

Para escolher as melhores startups para aplicar, o investidor precisa estar atento a quais fatores?

O primeiro fator importante para analisar uma startup é o tamanho do mercado, ou seja, não adianta nada a startup ter um belo produto e um público minúsculo. Por mais que ela tenha um bom marketing, dificilmente se tornará um ‘unicórnio’. Então a gente precisa olhar se o mercado é grande o suficiente para que aquela startup se torne um grande player. Claro que é normal no mundo das startups, elas começarem com um produto ‘nichado’ (pertencente a um nicho específico), mas aos poucos é preciso expandir para outros nichos e ir ganhando espaço no mercado. E aí entra a análise, será que a startup possui o potencial de expansão em outros mercados, dentro do seu escopo dos produtos?

Outro ponto importante de avaliar é a distribuição e a qualidade dela. Na verdade, isso aqui já é para startups em estágios um pouco mais avançados, que possuem produtos prontos, cadastro e já estão distribuindo. Mas os canais de distribuição são muito importantes, porque normalmente eles são um fator que define mais o sucesso da startup que o próprio produto. É de extrema relevância aprimorar técnicas para distribuir produtos e vender, a um custo cada vez mais baixo. E a distribuição pode ser qualquer coisa, como através de marketing de afiliados, Facebook Ads, influenciadores digitais e lojas físicas também. A distribuição é um fator chave! E por fim, analisar o produto. Observar se o produto resolve bem uma ‘dor de mercado’ e se consegue ‘se vender’ praticamente sozinho. Isso é importante porque no mercado onde vários produtos atendem, de certa forma, a mesma dor, ninguém sente a real necessidade de comprá-lo.

Dessa forma, a empresa terá que competir com outras no preço e assim, acabar tendo a receita prejudicada. Então é preciso que a empresa atenda bem uma dor. Em suma, esses são os principais fatores para serem analisados antes de investir em startups: tamanho de mercado, distribuição e produto. Mas tudo isso é permeado pela análise dos empreendedores. Como eles estão fazendo essa execução? Essa análise é fundamental.

Quais são as perspectivas de expansão da Captable para 2021?

A Captable vem expandindo muito em 2021. Nós captamos R$ 11 milhões no ano passado e planejamos captar R$ 100 milhões para 40 startups, em 2021. Isso por conta de várias iniciativas e, sobretudo, a expansão para outros mercados. Hoje a Captable atua como plataforma de investimentos, mas ela também realiza co-investimentos com fundos de venture capital, grupos de investimento anjo, aceleradoras e similares.

Além disso, a Captable desenvolveu um produto de corporate venture capital, que é um modelo onde a gente entra em grandes corporações, estudamos o ecossistema da corporação, geralmente uma empresa tradicional, mapeamos as ‘dores’, montamos estratégias de investimentos e estruturamos fundos de corporate venture capital dentro dessas grandes empresas. Depois a gente origina startups, para que sejam investidas por eles. Ou seja, fazemos todo o processo de fato.
Inclusive, estamos atendendo um dos maiores fundos de Privaty Equity da América Latina, para montar fundos de corporate venture capital dentro das suas empresas investidas. Dessa forma, estamos expandindo também em outros produtos, o que influencia no crescimento da Captable.

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