Prisão de Maduro no Brooklyn já recebeu casos famosos, como P. Diddy e Luigi Mangione
Foto: Reprodução/X/Agência Brasil/ND
Prisão de Maduro no Brooklyn já recebeu casos famosos, como P. Diddy e Luigi Mangione Foto: Reprodução/X/Agência Brasil/ND

O presidente venezuelano Nicolás Maduro está detido no MDC Brooklyn, em Nova York. Tropas dos Estados Unidos capturaram o líder durante uma operação militar na Venezuela . A prisão federal, por sua vez, ganhou notoriedade por condições precárias e por abrigar detentos de alto perfil.

Forças norte-americanas capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado (3), durante uma ofensiva em Caracas. Em seguida, o casal desembarcou nos Estados Unidos por volta das 18h30.

O presidente Donald Trump classificou a ação como “um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”. Assim, o governo americano atribuiu caráter histórico à operação. Além disso, Trump anunciou que os EUA passarão a administrar a Venezuela durante o período de transição.

MDC Brooklyn: a prisão dos famosos

O Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn abriga cerca de 1,3 mil detentos e recebe homens e mulheres de diferentes níveis de segurança. Criada nos anos 1990 para aliviar a superlotação, a unidade, no entanto, enfrenta graves problemas estruturais.

Há falta de luz, alimentação inadequada e episódios recorrentes de violência. Por isso, juízes federais já descreveram as condições como “barbáricas” e “desumanas”.

Luigi Mangione

Atualmente, a unidade mantém detido Luigi Mangione, de 27 anos, acusado de assassinar Brian Thompson, CEO da United Healthcare, em dezembro de 2024. Dessa forma, Maduro e Mangione permanecem no mesmo complexo federal.

Ao longo dos anos, o MDC Brooklyn recebeu artistas, executivos e políticos envolvidos em crimes graves. Entre os principais nomes, destacam-se:

P. Diddy: condenado por tráfico sexual

O rapper P. Diddy entrou no MDC Brooklyn em setembro de 2024, sob suspeita de tráfico sexual. Posteriormente, a Justiça o condenou, em outubro de 2025, a quatro anos e dois meses de prisão. Depois da sentença, autoridades o transferiram para um presídio em Nova Jersey, onde cumpre o restante da pena.

Ghislaine Maxwell: comparsa de Jeffrey Epstein

A socialite Ghislaine Maxwell ficou na unidade em 2020 enquanto aguardava julgamento por exploração sexual de menores. Em seguida, a Justiça a condenou a 20 anos de prisão e determinou sua transferência para outra penitenciária federal.

R. Kelly: 30 anos por crimes sexuais

O cantor R. Kelly chegou ao MDC Brooklyn em junho de 2021, acusado de tráfico sexual, abuso de menores e pornografia infantil. Após a condenação, em 2022, autoridades o transferiram para outra instituição, onde cumpre pena de 30 anos.

6ix9ine: retorno à prisão

O rapper 6ix9ine violou regras da liberdade condicional. Por isso, deve se apresentar novamente ao MDC Brooklyn na próxima terça-feira (6). Assim, ele cumprirá nova pena estimada em três meses.

Sam Bankman-Fried: o ex-CEO da FTX

O empresário Sam Bankman-Fried respondeu por fraude financeira e passou cerca de 18 meses no MDC Brooklyn. Posteriormente, a Justiça o condenou a 25 anos de prisão e determinou sua transferência para outra unidade.

José Maria Marin: ex-presidente da CBF

O brasileiro José Maria Marin permaneceu detido no MDC Brooklyn em 2017 por cerca de dez meses. Em 2018, a Justiça o condenou por corrupção relacionada à FIFA.

Condições precárias da prisão

O MDC Brooklyn convive com falhas crônicas de infraestrutura. A falta de pessoal, por exemplo, agrava os riscos à segurança. Além disso, detentos relatam episódios frequentes de violência, má alimentação e quedas constantes de energia. Dessa forma, a unidade desafia padrões mínimos de dignidade humana.

Maduro agora aguarda julgamento em um tribunal de Nova York. As acusações incluem narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Enquanto isso, Cilia Flores também responde a processo judicial. Ambos seguem detidos na mesma unidade federal, ao lado de outros presos de alto perfil.