A carteira recomendada de FIIs (Fundos Imobiliários) da XP Investimentos para o mês de abril foi atualizada, com aumento da exposição ao fundo RBRF11 em 1% e KNSC11 e XPCI11 em 0,5%. Em contrapartida, a posição em TGAR11 foi encerrada.
A equipe da XP argumentou que as alterações visam ampliar a exposição do portfólio a um FOF (Fundo de Fundos) que segue “significativamente descontado” em relação ao valor patrimonial.
Além disso, a casa aproveitou a atualização da carteira para elevar a alocação em fundos de recebíveis imobiliários com risco de crédito moderado, pois eles podem ser favorecidos pelo cenário de juros e inflação elevados por um período prolongado, segundo o “Money Times”.
O IFIX, índice dos FIIs, valorizou 6,14% no mês de março. Enquanto isso, a carteira da XP avançou 6,74% no mesmo período.
O portfólio gerou um rendimento de dividendos (dividend yield) médio mensal de 0,95%, equivalente a um yield anualizado de 11,4%.
Peso % | Segmento | Ticker | Nome | Yield Anualizado (DY 12m) |
9,0% | Recebíveis | MCCI11 | Mauá Capital Recebíveis | 12,9% |
9,0% | Recebíveis | RBRR11 | RBR High Grade | 13,5% |
7,5% | Recebíveis | KNCR11 | Kinea Rendimentos | 12,3% |
8,0% | Recebíveis | XPCI11 | XP Crédito Imobiliário | 12,4% |
4,0% | Recebíveis | CVBI11 | VBI CRI | 15,0% |
5,5% | Recebíveis | KNSC11 | Kinea Securities | 12,4% |
9,0% | Híbrido | CPTS11 | Capitânia Securities | 13,3% |
7,0% | Ativos Logísticos | BTLG11 | BTG Logística | 9,6% |
3,0% | Ativos Logísticos | LVBI11 | VBI Logística | 9,5% |
5,0% | Ativos Logísticos | BRCO11 | Bresco Logística | 9,8% |
4,5% | Ativos Logísticos | XPLG11 | XP Logística | 10,1% |
8,0% | Lajes Corporat. | PVBI11 | VBI Prime Offices | 7,6% |
3,0% | Lajes Corporat. | TEPP11 | Tellus Properties | 13,5% |
12,5% | Shoppings | XPML11 | XP Malls | 10,8% |
5,0% | Fundo de Fundos | RBRF11 | RBR Alpha | 10,9% |
FIIs sofrem com a economia, mas ainda são ‘janelas’ atraentes para o mercado
“Quando uma porta se fecha, outra se abre” o velho ditado popular se enquadra em diversas situações de negócios, inclusive nos investimentos em FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários).
No momento, os fundos do tipo tijolo estão com um desconto histórico, o que, mesmo sendo negativo, representa oportunidades atrativas para o mercado, enquanto outros tipos de fundos, como os de papel, também devem despontar este ano, segundo analistas.
Uma análise recente da XP Investimentos indicou que o IFIX de tijolo está sendo negociado com um valor 20% abaixo do ideal, com as cotas atingindo a maior depreciação desde 2016, período do governo Dilma Rousseff.
Considerando esse ambiente, a sócia e diretora de investimentos imobiliários da Rio Bravo, Anita Scal, analisou que os FIIs de tijolo se tornaram uma ótima oportunidade para quem busca ganho de capital no médio/longo prazo.
“Os fundos de tijolo têm distribuído dividendos robustos, na casa de 11,8% a.a. considerando os últimos 12 meses, e apresentam um potencial de upside na valorização das cotas entre 10% – 40%, a depender do setor”, ressaltou Scal.
A analista também avaliou que a perspectiva de retorno total para o cotista desse tipo de FII é muito relevante, “ainda mais quando se trata de imóveis performados, em regiões primárias, bem locados, com baixo risco de crédito e que geram renda mensal para seus investidores.”
A razão para o nível de desconto que os FIIs de tijolo enfrentam é a elevação da Selic (taxa básica de juros), que chegou a 14,25% ao ano na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), isto porque essa categoria investe diretamente em imóveis físicos, explicou Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos.
“E investidores de longo prazo podem encontrar pontos de entrada atrativos, especialmente em fundos com ativos de qualidade e boa gestão, no entanto, é crucial realizar uma análise criteriosa dos fundamentos de cada fundo antes de investir”, disse Patzlaff.