Veja o resumo da noticia

  • Queda nas ações da construção civil após declarações governamentais sobre o programa Minha Casa, Minha Vida.
  • Desempenho misto das empresas Cury, Direcional, MRV e Tenda no mercado de ações em resposta ao anúncio.
  • Ministro das Cidades descarta novos cortes nas taxas de juros do Minha Casa, Minha Vida.
  • Programa opera com juros de 4% a 4,25% ao ano, dependendo da região e faixa de renda familiar.
Construtoras
Imagem: Freepik

Algumas ações de empresas do setor de construção registram queda nesta segunda-feira após o governo afirmar que não pretende reduzir os juros do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Por volta das 16h, os papéis da Cury (CURY3) caíam 0,83%, enquanto as ações da Direcional Engenharia (DIRR3) recuavam 0,70%. No mesmo horário, a MRV (MRVE3) operava estável.

Na contramão do movimento predominante, as ações da Tenda (TEND3) subiam 0,61%.
O mercado reagiu às declarações do ministro das Cidades, Jader Filho, que descartou novos cortes nos juros do programa habitacional.

Segundo o ministro, o Minha Casa, Minha Vida já opera com as menores taxas de juros de sua história. Na Faixa 1, que atende famílias com renda mensal de até R$ 2.850, o governo aplica juros de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste e de 4,25% nas demais regiões do país.

Jader Filho destacou que, mesmo com a Selic em 15%, o programa mantém condições acessíveis para a população. De acordo com ele, os resultados mostram que as taxas atuais atendem às necessidades das famílias brasileiras, o que afasta a possibilidade de novos cortes.

Além disso, o ministro afirmou que o governo projeta alcançar cerca de 3 milhões de contratos assinados até o fim de 2026 no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.