Em relatório enviado a clientes, o Bank of America (BofA) trouxe novas perspectivas sobre os bancos de médio porte do mercado brasileiro sob sua cobertura. Nessas atualizações, quem ganhou mais “crédito” foi o Banco Pan (BPAN4).
O BofA elevou a recomendação do banco de underperform (equivalente a venda) para neutro e revisou o preço-alvo do papel de R$ 7,00 para R$ 8,00. Por outro lado, manteve as recomendações de venda para o ABC Brasil e o Banrisul, com preços-alvo de R$ 20,00 e R$ 10,00, respectivamente.
“Esperamos que o banco registre a maior melhoria de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) entre nossos bancos de média capitalização, apoiado pelo crescimento robusto da margem financeira bruta (NII) e pela redução de despesas”, escreveram os analistas do BofA, segundo o NeoFeed.
Diante desse cenário, o BofA projeta altas de 34% e 25% no lucro do Banco Pan em 2025 e 2026, respectivamente. A estimativa para o ROE é de 15,4% em 2025, ligeiramente acima da projeção anterior de 15,3%. Já para a margem financeira bruta, o crescimento esperado é de 15%.
Banco Pan (BPAN4) realiza ‘troca das cadeiras’ e muda CEO
O Banco Pan (BPAN4) elegeu André Luiz Calabro para a posição de presidente-executivo, como anunciou o banco em fato relevante publicado no dia 17 de fevereiro. Calabro substitui Carlos Guimarães. O novo presidente já foi diretor de crédito e cobrança do Pan entre 2018 e 2020.
Calabro também foi membro do conselho de administração da Recovery Gestão de Ativos, do grupo Itaú Unibanco (ITUB4), e nos últimos dois anos esteva na equipe do BTG Pactual (BPAC11), depois de deixar a posição de presidente do BanQi, fintech da Casas Bahia (BHIA3).
BPAN4 cresce 8% no lucro e alcança R$ 211 mi no 4TRI24
O Banco Pan (BPAN4) reportou um lucro líquido ajustado de R$ 211 milhões no quarto trimestre de 2024, uma redução de 2% em relação ao trimestre anterior, mas um crescimento de 8% comparado ao mesmo período de 2023.
“Em 2024, avançamos na consolidação do Pan como uma plataforma digital completa de crédito e banking. Aperfeiçoamos o aplicativo e os modelos de crédito e cobrança, fortalecemos a transacionalidade e engajamento dos nossos clientes”, afirma em nota o CEO do Pan, Carlos Eduardo Guimarães.