Veja o resumo da noticia
- Ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) disparam com a intensificação do processo de venda e interesse de novos compradores.
- Chinalco entra na disputa pela CBA, enquanto negociações com a Emirates Global Aluminium (EGA) perdem força, mas não são descartadas.
- Grupo Votorantim, controlador da CBA, e as empresas envolvidas nas negociações optam por não comentar o andamento do processo.
- CBA se destaca pela produção de alumínio com baixo teor de carbono, atraindo interesse estratégico em um mercado de transição energética.
- Empresa possui valor de mercado superior a US$ 1,1 bilhão e acumula valorização expressiva nos últimos doze meses na bolsa.

As ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) registram forte alta nesta segunda-feira, impulsionadas pela intensificação do processo de venda da empresa. Segundo informações da Reuters, a negociação entrou em uma fase mais competitiva, com novos interessados disputando o controle da produtora de alumínio.
Por volta das 13h40 (horário de Brasília), os papéis da CBA avançavam 8,24%, cotados a R$ 10,11. Com isso, a ação voltou a níveis observados pela última vez em março de 2023. Além disso, o papel já havia subido 6,2% no pregão anterior, o que reforça o movimento positivo no mercado.
Chinalco entra na disputa e processo segue em fase decisiva
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a Aluminum Corporation of China (Chinalco) e um terceiro proponente passaram a disputar a compra da CBA. Ao mesmo tempo, as negociações com a Emirates Global Aluminium (EGA) perderam ritmo, embora ainda não tenham sido totalmente descartadas.
Segundo as mesmas fontes, um anúncio pode ocorrer nos próximos dias ou semanas. Ainda assim, o desfecho permanece incerto, já que apenas um comprador deve concluir a operação e as tratativas seguem em andamento.
Votorantim mantém controle e evita comentar negociações
Atualmente, o Grupo Votorantim controla cerca de 69% do capital da Companhia Brasileira de Alumínio. Procuradas, tanto a CBA quanto o controlador optaram por não comentar o processo. Da mesma forma, a EGA e a Chinalco não responderam aos pedidos de esclarecimento.
A empresa opera em sete estados brasileiros e se destaca pela produção de alumínio com baixo teor de carbono. Por isso, o ativo desperta interesse estratégico em um momento de maior demanda por soluções alinhadas à transição energética.
Valor de mercado supera US$ 1,1 bilhão
Segundo dados da LSEG, a CBA encerrou a última sexta-feira avaliada em aproximadamente US$ 1,15 bilhão. Além disso, as ações da companhia acumulam valorização próxima de 84% nos últimos 12 meses.
Dessa forma, a possível venda mantém a empresa no radar dos investidores e reforça o apetite do mercado por ativos ligados a metais, energia limpa e reorganizações societárias relevantes na Bolsa brasileira.