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EUA vai manter alta nas bolsas? Depende dos próximos 14 pregões

“Os investidores estão assumindo corretamente que devem ser cautelosos em setembro”, disse especialista

Bandeira dos EUA/ Investimentos/ Foto: Colagem BP Money
Bandeira dos EUA/ Investimentos/ Foto: Colagem BP Money

As próximas semanas darão a Wall Street uma leitura clara sobre se a mais recente alta do mercado de ações continuará — ou se está fadada a ser interrompida.

Relatórios de emprego, uma importante medida da inflação e a decisão do Federal Reserve sobre taxas de juros ocorrerão nas próximas 14 sessões de negociação, definindo o tom para os investidores que retornam das férias de verão.

Os eventos acontecem em um momento em que o mercado de ações parece estar em uma encruzilhada, após o índice S&P 500 registrar seu menor ganho mensal desde março e adentrar setembro, historicamente seu pior mês do ano.

Ao mesmo tempo, a volatilidade diminuiu: o Índice de Volatilidade Cboe (VIX) negociou acima do nível-chave de 20 apenas uma vez desde o final de junho. O S&P 500 não registra uma queda de 2% em 91 sessões, seu maior período sem baixas significativas desde julho de 2024. O índice atingiu um recorde histórico de 6.501,58 pontos em 28 de agosto e acumula alta de 9,8% no ano, após subir 30% desde o mínimo de 8 de abril.

“Os investidores estão assumindo corretamente que devem ser cautelosos em setembro”, disse Thomas Lee, chefe de pesquisa da Fundstrat Global Advisors, de acordo com o InfoMoney. “O Fed está reiniciando um ciclo dovish de cortes após uma longa pausa. Isso torna difícil para os traders se posicionarem.”

CNI vai aos EUA negociar tarifas e pede prudência ao governo

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, vai liderar na próxima semana uma comitiva de mais de 100 líderes de associações e empresários brasileiros que irão a Washington, capital dos Estados Unidos.

A comitiva, que inclui empresários de setores afetados pelo tarifaço imposto por Donald Trump, terá em Washington encontros com representantes dos setores público e privado.

Uma das agendas da comitiva será uma audiência para discutir o processo aberto pelo governo dos EUA para investigar supostas práticas comerciais injustas e ilegais por parte do Brasil.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o propósito do setor produtivo é abrir caminhos e contribuir em uma negociação que possa levar à reversão do tarifaço de 50%, ou buscar o aumento de exceções sobre produtos brasileiros.

“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou Alban.