B3 - Bolsa de Valores
B3 / Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de ações inicia 2026 com cautela, mas repleto de oportunidades estratégicas. Depois de uma alta expressiva de 34% em 2025, investidores buscam papéis defensivos para navegar um cenário marcado por incertezas eleitorais e fiscais.

Quais são as ações mais recomendadas para janeiro

Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4) lideram o ranking com sete indicações cada. Portanto, essas empresas concentram a confiança dos analistas neste início de ano. Consequentemente, o setor financeiro se destaca como único segmento com mais de um representante na lista.

Confira os papéis mais indicados:

1.  Vale (VALE3) – 7 recomendações
Retorno em dezembro: +12,35%

2.  Itaú Unibanco (ITUB4)  – 7 recomendações
Retorno em dezembro: +2,63%

3. Petrobras (PETR4) – 5 recomendações
Retorno em dezembro: -0,02%

4.  Cyrela (CYRE3) – 4 recomendações
Retorno em dezembro: -10,09%

5. Localiza (RENT3) – 4 recomendações
Retorno em dezembro: +1,19%

6. BTG Pactual (BPAC11) – 4 recomendações
Retorno em dezembro: -1,43%

Por que Vale está no topo das recomendações

A mineradora impressiona pelo potencial de longo prazo. Segundo a Ágora Investimentos, a gestão da empresa projeta preços do minério de ferro próximos a US$ 100 por tonelada. Mesmo após forte valorização em 2025, analistas enxergam assimetria positiva.

“Vale continua sendo uma alternativa válida para investidores neste momento”, destacam os especialistas. Ademais, a empresa mantém solidez operacional e capacidade de geração de caixa.

Itaú consolida liderança no setor financeiro

O banco se firma como o mais rentável entre os grandes players nacionais. Apesar do ambiente desafiador para crédito, o Itaú demonstra resiliência impressionante. Isso porque sua eficiência operacional permanece elevada.

O BB Investimentos ressalta a capacidade de adaptação da instituição. Além disso, o banco mantém forte governança corporativa e gestão de riscos exemplar.

Petrobras oferece dividendos robustos

A estatal continua atraente para quem busca renda passiva. O Banco Safra projeta resultados sólidos no curto e médio prazo. Consequentemente, a capacidade de distribuição de proventos permanece forte.

Outro ponto importante: o valuation da empresa está atrativo na comparação com concorrentes internacionais. Portanto, o papel oferece margem de segurança interessante.

Cyrela ganha mercado na construção civil

A construtora apresentou números operacionais impressionantes nos nove primeiros meses de 2025. Segundo o BTG Pactual, a empresa deve manter execução robusta em 2026. Ademais, a companhia ganha participação de mercado mesmo em cenário macroeconômico difícil.

Os analistas destacam a qualidade dos lançamentos. Além disso, a gestão eficiente de custos fortalece as margens da empresa.

Localiza apresenta fundamentos sólidos

A empresa de locação de veículos chama atenção pela baixa alavancagem. De acordo com a Terra Investimentos, isso reforça sua resiliência financeira. Consequentemente, a companhia está bem posicionada para capturar valor no médio prazo.

Os múltiplos da ação estão atrativos. Portanto, o papel oferece boa relação risco-retorno para investidores pacientes.

BTG Pactual projeta lucro bilionário

O banco deve apresentar resultados ainda mais robustos em todas as frentes de negócio. A Ágora Investimentos projeta retorno sobre patrimônio líquido de 26,5% em 2026. Além disso, o lucro líquido pode alcançar R$ 19,5 bilhões.

Mesmo após forte valorização em 2025, o papel mantém potencial. Isso porque a diversificação das receitas protege a instituição de volatilidades setoriais.

Estratégia defensiva marca início de 2026

As incertezas políticas e econômicas direcionam investidores para papéis mais conservadores. No entanto, isso não significa abrir mão de rentabilidade. Pelo contrário, empresas com fundamentos sólidos tendem a se destacar em períodos turbulentos.

Portanto, a recomendação é diversificar a carteira. Além disso, manter foco no longo prazo ajuda a atravessar momentos de volatilidade.

Além das eleições nacionais, investidores monitoram a situação fiscal brasileira. A ação americana na Venezuela também pode impactar os mercados. Consequentemente, o otimismo se mantém controlado neste início de ano.