Veja o resumo da noticia
- Agenda econômica brasileira destaca dados da FGV sobre inflação e aluguel, além de projeções macrofiscais do Ministério da Fazenda para 2026.
- Banco Central divulga relatório de poupança de janeiro, enquanto CNI apresenta indicadores industriais de dezembro, com foco na atividade e capacidade.
- Mercado aguarda dados de confiança do consumidor e expectativas de inflação da Universidade de Michigan, impactando juros e o câmbio no Brasil.
- Discurso do vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, é monitorado em busca de sinais sobre a política monetária e seus efeitos nos mercados globais.
- Acompanhamento da contagem de sondas de petróleo da Baker Hughes nos EUA como indicador da oferta futura e possível influência no preço do barril.
- Na política, Lula participa de evento em Salvador, enquanto o Banco Central realiza reuniões para avaliar o cenário econômico e sua comunicação.

Nesta sexta-feira (6), a agenda de indicadores no Brasil é mais enxuta, mas não está vazia. Enquanto a FGV divulga índices de inflação e aluguel logo cedo, o mercado também acompanha sinais vindos dos EUA, com números da Universidade de Michigan e a fala do vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Philip Jefferson.
FGV divulga IGP-DI e reacende debate sobre preços
Às 8h, a Fundação Getulio Vargas (FGV) publica o IGP-DI de janeiro. O índice é acompanhado por investidores porque reúne variações de preços no atacado, no varejo e na construção. Assim, o dado ajuda a ajustar expectativas sobre inflação e, em alguns casos, influencia a curva de juros.
IVAR coloca aluguéis no radar do mercado
Também às 8h, sai o IVAR, indicador de variação de aluguéis residenciais da FGV. O número costuma chamar atenção porque moradia pesa no orçamento das famílias. Além disso, pode sinalizar pressões persistentes em itens de serviços, que são sensíveis à política monetária.
Fazenda apresenta Boletim Macrofiscal com projeções para 2026
Às 8h30, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulga o Boletim Macrofiscal, com balanço de 2025 e perspectivas para 2026. O mercado tende a olhar de perto projeções de crescimento, inflação e cenário fiscal. Por isso, o documento pode afetar o humor do pregão, mesmo em dia de agenda esvaziada.
Banco Central mostra fluxo da poupança em janeiro
Às 9h, o Banco Central publica o Relatório de Poupança de janeiro. O dado é observado como termômetro do comportamento do investidor mais conservador. Dessa forma, ajuda a entender a disputa entre poupança e renda fixa em um ambiente de juros elevados.
CNI traz leitura da indústria e do nível de ociosidade
Às 10h, a Confederação Nacional da Indústria divulga os Indicadores Industriais de dezembro. Nos últimos dados, houve melhora pontual em faturamento e renda. Porém, emprego, horas trabalhadas e capacidade instalada sugeriram perda gradual de tração. Assim, o relatório pode reforçar — ou suavizar — a percepção de desaceleração.
Universidade de Michigan mede confiança e expectativas de inflação
Ao meio-dia (de Brasília), a Universidade de Michigan divulga a prévia do índice de confiança do consumidor de fevereiro. Na sequência, publica a expectativa de inflação em cinco anos. Esses números costumam mexer com juros e dólar. Portanto, podem influenciar o Brasil via câmbio e curva de DI.
Discurso de Philip Jefferson pode mudar o tom do pregão
Às 14h (de Brasília), o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, discursa em evento. O investidor busca sinais sobre inflação e trajetória dos juros. Assim, qualquer ajuste de tom pode reverberar rápido nos mercados globais e, por tabela, no Ibovespa.
Baker Hughes atualiza contagem de sondas e mexe com petróleo
Às 15h (de Brasília), a Baker Hughes divulga o número semanal de sondas de petróleo em atividade nos EUA. O dado é usado como pista sobre oferta futura. Por isso, pode influenciar o humor do setor de energia e o preço do barril.
Política: agenda de Lula e Haddad em Salvador
No noticiário político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja para Salvador, onde participa de cerimônia de entrega de ambulâncias do Samu e equipamentos do Novo PAC Saúde. Além disso, o ministro Fernando Haddad também estará na capital baiana para evento de aniversário do PT.
Banco Central: reuniões e despachos em foco
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, cumpre despachos internos em Brasília. Enquanto isso, diretores da autoridade monetária participam de reuniões com economistas no Rio de Janeiro, em agenda trimestral. Esses encontros são acompanhados por quem busca pistas sobre diagnóstico e comunicação do BC.
O que esperar do dia
Com poucos gatilhos de grande impacto no Brasil, o mercado pode começar mais contido. No entanto, a direção tende a ganhar força após o meio-dia. Isso ocorre por causa de Universidade de Michigan e Fed, dois pontos capazes de mudar preço e humor em questão de minutos.