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Banco do Brasil/Foto: divulgação

Veja o resumo da noticia

  • Lucro líquido ajustado do Banco do Brasil (BBAS3) em 2025 tem queda de 45,4% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 20,7 bilhões.
  • Margem financeira bruta apresenta recuo de 0,8%, impactada pelo aumento das despesas de captação comercial e avanço da TMS e TR.
  • Custo do crédito atinge R$ 61,9 bilhões, refletindo o aumento do risco de crédito, com destaque para o setor de agronegócios.
  • Receitas de prestação de serviços totalizam R$ 34,8 bilhões, impulsionadas pela administração de fundos, consórcios e mercado.

Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 20,7 bilhões em 2025, o que representa redução de 45,4% em relação a 2024. No 4T25, o banco registrou lucro de R$ 5,7 bilhões, aumento de 51,7% na comparação com o 3T25.

A margem financeira bruta (MFB) recuou 0,8% na comparação anual. De acordo com o banco, o resultado reflete o crescimento das despesas de captação comercial, influenciado pela alta de 11,0% do saldo médio, além do avanço da TMS (+345 pontos-base) e da TR (+116 pontos-base). Ainda assim, as receitas financeiras cresceram 16,5% ao longo de 2025.

Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) chegou a 12,4% no 4T25. O indicador apresentou queda de 8,4 pontos percentuais na comparação anual, mas melhora de 4 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

No acumulado de 2025, o ROE ficou em 11,4%, refletindo a pressão do aumento do custo do crédito ao longo do ano.

Além disso, o custo do crédito somou R$ 61,9 bilhões no ano, refletindo o aumento do risco de crédito, com destaque para o setor de agronegócios. No quarto trimestre, o custo atingiu R$ 18,0 bilhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior.

Na mesma linha, as receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 34,8 bilhões em 2025, sustentadas principalmente pelo desempenho das áreas de administração de fundos, consórcios e mercado de capitais.

No 4T25, essas receitas chegaram a R$ 8,8 bilhões, com recuo de 0,3% frente ao 3T25, impactadas pela menor quantidade de dias úteis e pelo desempenho das linhas de fundos e seguros.

As despesas administrativas cresceram 5,1% em 2025, refletindo o reajuste salarial e os investimentos em tecnologia e cibersegurança. No quarto trimestre, essas despesas somaram R$ 9,9 bilhões, alta de 0,8% em relação ao trimestre anterior.

Por fim,a carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,3 trilhão, com crescimento de 2,5% em 12 meses e de 1,4% no trimestre. Já o índice de inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 5,17%, alta de 66 pontos-base em relação a setembro. Enquanto a inadimplência da carteira agro chegou a 6,09%, com avanço de 125 pontos-base no trimestre.