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BC: Brasileiros colocaram mais dinheiro na poupança em maio

Os brasileiros depositaram R$ 362,5 bi em suas contas no mês passado e sacaram R$ 354,27 bi, segundo os dados oficiais

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BC / Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A caderneta de poupança registrou uma captação líquida de R$ 8,227 bilhões em maio, o maior volume desde dezembro, e apenas o segundo mês do ano com resultado positivo, informou o Banco Central nesta sexta-feira (7).

No mês passado, os brasileiros depositaram R$ 362,5 bilhões em suas contas de poupança e sacaram R$ 354,27 bilhões, de acordo com os dados oficiais.

Em maio, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou um saldo positivo de R$ 5,342 bilhões, enquanto a poupança rural teve depósitos líquidos de R$ 2,886 bilhões.

O Banco Central reduziu o ritmo dos cortes na taxa básica Selic, levando-a para 10,50% no mês passado. A autoridade monetária se reunirá novamente neste mês, e a expectativa é de uma nova redução de 0,25 ponto percentual, que pode ser a última de 2024.

Na véspera, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que diversas soluções estão sendo consideradas pela autarquia para enfrentar a redução dos depósitos de poupança, que acumularam uma retirada líquida de R$ 15,548 bilhões neste ano.

BC: “Tempo vai jogar a favor”, diz Galípolo

Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do BC (Banco Central), afirmou, nesta quinta-feira (6), que a instituição está em uma posição mais delicada quanto à gestão monetária, isto por conta do processo de desancoragem das estimativas de inflação, que tem se intensificado.

“Não cabe ao BC explicar as razões. A nossa função é reagir, ainda que não se consiga estabelecer de maneira clara e objetiva os motivos”, disse Galípolo durante a abertura da final da Olimpíada Brasileira de Economia. 

Mesmo com declarações contrárias aos apontamentos da comunicação oficial do BC, o diretor a defendeu e também destacou que os demais dirigentes, que estão no BC há mais tempo, já conquistaram credibilidade junto aos agentes econômicos.

Ele acredita que, na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) ocorrida em maio, houve um “trade-off” quanto à comunicação da autoridade monetária e à importância do “forward guidance”. 

Outro ponto levantado foi a subjetividade de cada diretor a uma mudança “substancial”, ou não, no cenário econômico, naquele momento, de acordo com o “Valor”.

“Se eu acreditar que é verdade que, a partir da autonomia, cada um dos diretores será analisado de maneira individual, é normal a subjetividade na função de reação de cada diretor, o que pode provocar divergências marginais, como a que aconteceu”, afirmou.