Dólar x Real

BC: fluxo cambial fica negativo em US$8,850 bi até 28 de março

O período considerado pelo BC representa quase toda a movimentação vista no mês de março, faltando apenas os números do dia 31

Foto: reprodução
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No mês de março, até o dia 28, o Brasil registrou um fluxo cambial total negativo de US$8,850 bilhões, em movimento puxado pela via financeira, informou nesta quarta-feira (02) o BC (Banco Central).

Além de serem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado, os dados mais recentes são preliminares.

Pelo canal financeiro, o fluxo cambial mostrou saídas líquidas de US$12,528 bilhões em março até o dia 28. É através desse meio que são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações.

Enquanto isso, o BC informou também que através do canal comercial, o saldo de março até o dia 28 foi positivo em US$3,679 bilhões.

O período considerado representa quase toda a movimentação vista no mês de março, faltando apenas os números do dia 31 — a serem divulgados na próxima semana — para a consolidação mensal.

Galípolo: BC não quer mudar atuação com swaps no curto prazo

BC (Banco Central) não tem nenhuma intenção de fazer alteração em sua atuação para rolagem de swaps cambiais, foi o que afirmou o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira (27).

Em entrevista coletiva para comentar o Relatório de Política Monetária, Galípolo aproveitou para argumentar que a autoridade monetária não costuma fazer “movimentos de duas alavancas ao mesmo tempo”.

“Estamos em um ciclo de alta (da Selic) e a gente não gosta de fazer (outros movimentos) porque a gente quer perceber como vai se dar o processo de desdobramento”, afirmou.

O BC não tem ganhos com as operações de swaps. Eles são contratos usados por investidores como mecanismo de proteção nos quais a autoridade monetária se compromete a pagar a variação do dólar e recebe em troca o pagamento de juros básicos.

Além disso, Galípolo também avaliou que o movimento de valorização recente do real pode ser explicado em parte pelo aumento nos juros do Brasil, que amplia o diferencial com outros países. 

Em sua percepção, o mercado também analisa que se houver choque tarifário pelos EUA, o Brasil pode sofrer menos que seus pares.