Regulação de ativos digitais

BC mira “dólar digital” e planeja finalizar regulação de criptos este ano

BC anunciou próximos passos da regulação do mercado de ativos digitais, que será dividida em três etapas

Brasil pode ser referencia em regulamentação de criptos
Ativos digitais / Divulgação

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (20) os próximos passos da esperada regulamentação do mercado de criptoativos no Brasil. De acordo com a instituição, o processo será dividido em três etapas, com previsão de conclusão ainda neste ano.

A primeira etapa envolverá o desenvolvimento de uma segunda consulta pública sobre as normas gerais de atuação dos players do setor, prevista para ocorrer ainda no segundo semestre deste ano.

A primeira consulta, que recebeu 240 sugestões de empresas locais e internacionais, foi encerrada em janeiro deste ano, com um forte apelo para a criação de regras de segregação patrimonial.

Esse dispositivo obriga a separação do dinheiro dos investidores do caixa da plataforma de negociação.

Próximos passos do BC

O segundo passo, de acordo com o BC, será a elaboração de um planejamento interno para regulamentar as stablecoins (criptomoedas lastreadas em algum outro ativo, como dólar e ouro), especialmente nas áreas de pagamentos e câmbio.

No ano passado, essas criptomoedas foram alvo da Receita Federal devido a remessas ilegais de dólares com uso de criptoativos.

O segundo passo, de acordo com o órgão, será a elaboração de um planejamento interno para regulamentar as stablecoins (criptomoedas lastreadas em algum outro ativo, como dólar e ouro), especialmente nas áreas de pagamentos e câmbio.

No ano passado, essas criptomoedas foram alvo da Receita Federal devido a remessas ilegais de dólares com uso de criptoativos.

Última fase

“A regulamentação visa oferecer requerimentos mínimos para que os prestadores de serviços de ativos virtuais desempenhem as suas atividades, dedicando-se também a prover práticas adequadas ao lidar com seus clientes”, disse Nagel Lisanias Paulino, do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC.

Paulino também destacou que a ideia do BC é avançar na elaboração dos atos normativos que abordarão aspectos de negócios e autorização dessas empresas, além de aumentar a divulgação de informações sobre “práticas inadequadas que se utilizem desses ativos e venham a prejudicar os consumidores e os agentes”.

De acordo com o marco legal das criptomoedas (Lei nº 14.478/2022), legislação do setor que entrou em vigor em junho do ano passado, o BC foi atribuído como o órgão regulador do setor, em cooperação com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O órgão afirmou que, além da regulação, conta com o apoio da CVM para lidar com aspectos relacionados a ativos virtuais específicos. Dependendo do token, este pode ser considerado um valor mobiliário, o que se enquadra na competência da CVM, o xerife do mercado de capitais brasileiro.