Veja o resumo da noticia
- Mercados europeus fecham majoritariamente em alta, com destaque para Londres e Paris, enquanto Frankfurt apresenta desempenho negativo.
- Inflação menor na zona do euro reacende debate sobre cortes de juros pelo BCE, apesar da expectativa de manutenção da taxa.
- PMIs da Alemanha e da zona do euro indicam perda de fôlego, contrastando com a melhora do setor de serviços no Reino Unido.
- Setor bancário é impactado por balanços e aquisições, com Santander caindo apesar de lucro e plano de recompra de ações.
- Novo Nordisk tem forte queda após projeção de vendas menores e pressão de preços, influenciando negativamente o mercado.
- Acordo da Beazley com a Zurich Insurance impulsiona ações em Londres, juntamente com o bom desempenho do setor de energia.

As bolsas da Europa terminaram esta quarta-feira (4) majoritariamente em alta. Só Frankfurt ficou no vermelho. O dia teve muitos balanços, notícias de fusões e aquisições e ajustes de posição após indicadores relevantes.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,85% e fechou em recorde, aos 10.402,34 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,01%, a 8.262,16 pontos. Já Frankfurt destoou: o DAX caiu 0,52%, para 24.652,77 pontos.
Além disso, Milão também avançou. O FTSE MIB subiu 0,47%, a 46.636,43 pontos. Madri teve alta mais contida: o Ibex 35 ficou 0,11% acima e marcou novo recorde de fechamento, aos 18.139,20 pontos. Lisboa acompanhou o tom positivo. O PSI 20 ganhou 0,61%, a 8.881,79 pontos.
Inflação menor na zona do euro muda o ritmo do debate do BCE
No macro, a inflação ao consumidor na zona do euro desacelerou e veio abaixo do esperado. Com isso, o mercado voltou a discutir o espaço para cortes de juros mais adiante. Ainda assim, a leitura predominante aponta que o BCE tende a manter a taxa parada no curto prazo.
Ao mesmo tempo, os PMIs sinalizaram perda de fôlego na Alemanha e no bloco. Em contraste, o setor de serviços do Reino Unido mostrou melhora. Assim, os números reforçaram um crescimento desigual na região.
Temporada de balanços pesa em bancos e derruba a Novo Nordisk
No noticiário corporativo, os bancos dividiram o mercado. Em Madri, o Santander caiu 3,5% após anunciar a compra do Webster Financial. O papel recuou apesar do lucro acima do esperado e de um plano de recompra.
Além disso, o setor financeiro sentiu o impacto de resultados. UBS e Crédit Agricole recuaram após balanços. Enquanto isso, a Novo Nordisk despencou mais de 17% em Copenhague. A empresa projetou queda nas vendas e citou pressão de preços.
Energia ajuda Londres; Zurich impulsiona seguradoras
Em sentido oposto, a Beazley subiu 7,3% em Londres depois de avançar um acordo para venda à Zurich Insurance. Por lá, o setor de energia também ajudou. As ações de energia sustentaram parte do ganho do FTSE 100, que terminou o dia no topo histórico