
As ações da varejista C&A (CEAB3) encerraram a sessão da última segunda-feira (5) em uma forte queda de 15,71% na véspera, a R$ 10,46.
Com isso, desde o dia 27 de novembro de 2025 até agora, a baixa acumulada é de 44%. Isso acaba destoando muito dos dias de fortes ganhos dos papéis da varejista em boa parte de 2025.
Mesmo com a queda recente dos ativos e baixa de 22% em dezembro de 2025, os papéis CEAB3 ainda saltaram 77% como um todo no ano passado.
Contudo, no curto período de 2026, os papéis acumulam baixa expressiva de 16%, a maior queda do benchmark da Bolsa brasileira.
Cabe destacar que, no 3T25, o indicador de vendas das mesmas lojas de vestuário da C&A teve alta anual de 8,1%, após expansão de 18,9% um ano antes. No caso de mercadorias, a variação passou de alta de 16,1% para aumento de 4,8%.
De acordo com informações do Brazil Journal e Valor Econômico, a companhia citou alguns pontos. Dentre eles, antecipação de liquidações, Black Friday mais promocional, fluxo fraco em shoppings e ambiente competitivo.
O movimento contaminou o setor de vestuários, com as ações de Lojas Renner (LREN3) e Vivara (VIVA3) fechando a sessão com uma queda de 3%.
O UBS BB também apontou a indicação da varejista de fluxo mais fraco nos shoppings e um cenário bem mais “competitivo e duro” no trimestre. Enquanto isso, a Black Friday foi promocional “além do que é normal”, com agressividade no varejo online.