
Os mercados terão a sexta-feira (15) focados nos eventos do dia, após uma semana marcada por forte volatilidade, tensões geopolíticas e ajustes nas expectativas para a política monetária global. Hoje, o radar se concentra na agenda econômica, em falas de dirigentes do Federal Reserve e na reação dos investidores aos balanços corporativos divulgados nos EUA.
No exterior, o clima é mais construtivo. Pois, Os índices futuros de Nova York operam em alta, sustentados pelos resultados positivos do setor bancário e de tecnologia, além da leitura de que o Federal Reserve pode manter uma postura mais cautelosa diante de dados econômicos ainda sólidos.
📊 Agenda do dia
Brasil
- 08h00 – IGP-10 (janeiro)
Indicador de inflação das primeiras semanas do mês - 09h00 – IBC-Br (novembro)
Proxy do PIB, importante para medir o ritmo da atividade econômica - 09h00 – Preços ao Produtor (novembro)
Estados Unidos
- 11h15 – Produção Industrial (dezembro)
- 13h00 – Discurso de Michelle Bowman (Fed)
- 17h30 – Discurso de Philip Jefferson, vice-presidente do Fed
🌎 Estados Unidos: dados e balanços no centro das atenções
A divulgação da produção industrial americana é o principal dado do dia e pode influenciar diretamente as expectativas para os juros. Ao mesmo tempo, dirigentes do Fed voltam a falar em público, reforçando a sensibilidade do mercado a qualquer sinal sobre o futuro da política monetária.
No campo corporativo, os investidores seguem digerindo balanços fortes do quarto trimestre. Resultados de bancos e empresas de tecnologia ajudaram a sustentar o apetite por risco, especialmente após números robustos da Taiwan Semiconductor e de grandes instituições financeiras.
Os futuros em Nova York indicam continuidade do movimento positivo:
- Dow Jones Futuro: +0,15%
- S&P 500 Futuro: +0,28%
- Nasdaq Futuro: +0,44%
Brasil: atividade e inflação no radar
No cenário doméstico, o foco recai sobre o IBC-Br, que pode reforçar ou ajustar a leitura sobre o crescimento econômico no fim de 2024, e sobre o IGP-10, indicador relevante para a dinâmica inflacionária no início do ano.
Além disso, os investidores acompanham os impactos recentes da alta dos preços dos combustíveis nos postos e os desdobramentos políticos em Brasília, que seguem como pano de fundo para os ativos locais.