
A semana começa com agenda intensa no Brasil e no exterior, combinando dados macroeconômicos, política e geopolítica. O destaque desta segunda-feira (19) é a divulgação do Boletim Focus, que traz novas projeções para 2026, além de compromissos relevantes em Brasília e menor liquidez global por conta de feriado nos Estados Unidos.
Focus abre a semana com ajustes marginais
O mercado acompanha, logo cedo, a divulgação do Boletim Focus, com as expectativas atualizadas para os principais indicadores econômicos. No último relatório, a projeção de inflação para 2026 recuou levemente, de 4,06% para 4,05%. As estimativas para 2027 e 2028 permaneceram estáveis.
Já a previsão para o PIB não sofreu alteração na leitura anterior, sinalizando manutenção do cenário base traçado pelos analistas.
Haddad fala ao vivo e Brasília tem agenda cheia
No campo político, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao vivo ao canal UOL nesta segunda-feira, às 11h. O mercado acompanha de perto eventuais sinais sobre política fiscal e condução econômica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia o dia às 9h, no Palácio do Planalto, em reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Ao longo do dia, Lula se reúne com Alexandre Silveira, Marcelo Weick, dirigentes de instituições comunitárias de educação superior, Rui Costa e encerra a agenda com Renan Filho.
EUA em feriado reduzem liquidez global
Nos Estados Unidos, esta segunda-feira é marcada pelo feriado de Martin Luther King Jr. Day. Com isso, o mercado à vista de ações em Wall Street permanece fechado, o que tende a reduzir a liquidez global. As negociações serão retomadas normalmente na terça-feira (20).
China desacelera, mas cumpre meta anual
Na China, o PIB cresceu 4,5% no quarto trimestre, desacelerando frente aos 4,8% do terceiro trimestre. O resultado foi o mais fraco desde o primeiro trimestre de 2023. Ainda assim, no acumulado do ano, a economia chinesa avançou 5%, em linha com a meta oficial.
O dado reforça a percepção de crescimento mais moderado, porém controlado, da segunda maior economia do mundo.
Davos entra no radar dos investidores
Os investidores também acompanham o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Contudo, o presidente dos EUA, Donald Trump, deve discursar na quarta-feira, o que pode trazer novos ruídos ao cenário global.
Tensões comerciais e geopolítica no foco
No fim de semana, Trump voltou a pressionar a Europa ao anunciar uma tarifa de 10% sobre produtos de países que apoiaram a Groenlândia frente às ameaças dos EUA. Segundo ele, a alíquota pode subir para 25% em junho, caso não haja acordo envolvendo o território dinamarquês.
Em resposta, a União Europeia discute um pacote de retaliação de até 93 bilhões de euros, conforme revelou o Financial Times. O então movimento ocorre em meio à intensificação da disputa geopolítica no Ártico.
Canadá, China e Mercosul no tabuleiro global
No cenário internacional, Canadá e China fecharam um acordo comercial inicial para reduzir tarifas sobre veículos elétricos e canola. Pois, o pacto ocorre durante visita do primeiro-ministro Mark Carney a Pequim.
Já no Brasil, Lula afirmou que o Mercosul busca ampliar parcerias globais após o acordo com a União Europeia, citando países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China como prioridades estratégicas.
Brasil: biodiesel gera debate no setor
No front doméstico, segue na reta final a Consulta Pública nº 203/2025, que trata do aprimoramento do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Além disso, entidades ligadas ao Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) defendem a abertura regulada da importação do produto, em oposição à proposta do governo.
O que pode mexer com os preços hoje
- Brasil: Boletim Focus (8h25)
- Política: entrevista de Haddad às 11h
- EUA: mercado fechado por feriado
- China: PIB trimestral abaixo do trimestre anterior
- Global: início do Fórum de Davos