Pré-mercado

Café com BPM: bolsas globais iniciam semana com volatilidade

Tensão no Oriente-médio impulsiona a inconsistência

bolsas globais
Bolsas globais apresentam instabilidade (Foto: unsplash)

As bolsas globais apresentam volatilidade na manhã desta segunda-feira (15), impactadas com a crescente preocupação dos investidores com a inflação persistente e a possibilidade de taxas de juros elevadas prolongadas é agravada pela escalada das tensões no Oriente Médio. No último sábado (13), o Irã lançou um ataque sem precedentes contra Israel.

Esta semana, os mercados estarão atentos aos índices de atividade econômica dos EUA e da China, aos resultados financeiros das empresas americanas e ao Livro Bege do Fed (Federal Reserve).

Meta fiscal é destaque nas bolsas globais em meio à ataque no Oriente Médio

As bolsas globais iniciam a semana sob apreensão, com atenção às consequências que um agravamento do cenário no Oriente Médio pode desenvolver nos próximos dias.

A comunidade internacional, incluindo EUA, UE, China e Rússia, está solicitando cautela a Israel para conter a escalada das tensões no Oriente Médio após o ataque iraniano de sábado (13) à noite. 

Essa pressão visa mitigar um possível impacto nos mercados globais, especialmente no petróleo, commodities e dólar, enquanto se aguarda a resposta de Netanyahu. 

Embora a abertura dos pregões asiáticos tenha sido relativamente calma, a semana promete intensidade com balanços dos bancos em NY, dados econômicos importantes dos EUA e China.

No Brasil, o destaque da aegenda econômica desta semana será o IBC-Br de fevereiro (na quarta-feira) e a reunião do Conselho da Petrobras (na sexta-feira) para decidir sobre os dividendos extraordinários. 

Ainda no cenário doméstico, o anúncio do PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2025 foi adiado para a tarde de sexta-feira (19), com a expectativa de mudança na meta fiscal para o próximo ano, considerando as incertezas na arrecadação. 

A coletiva sobre o PLDO será conduzida por autoridades como o secretário executivo do Planejamento, Gustavo Guimarães, e o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, visando esclarecer os detalhes das possíveis alterações na política fiscal do governo para o próximo período.

EUA

Os índices futuros dos EUA estão registrando ganhos, enquanto os investidores avaliam o recente ataque do Irã a Israel e a crescente volatilidade nos mercados de ações, que resultou na pior semana do ano passado para o índice Dow Jones Industrial.

Cotação dos índices futuros dos EUA:

Dow Jones Futuro: +0,29%

S&P 500 Futuro: +0,44%

Nasdaq Futuro: +0,50%

Bolsas asiáticas

Nos mercados da Ásia e do Pacífico, a maioria dos índices encerrou em baixa devido às preocupações com a situação no Oriente Médio após os ataques iranianos contra Israel no fim de semana.

Para esta noite, estão aguardados os dados do Produto Interno Bruto (PIB) chinês do primeiro trimestre, bem como os números da indústria e do varejo referentes a março, que são cruciais para a segunda maior economia do mundo.

Shanghai SE (China), +1,26%

Nikkei (Japão): -0,74%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,72%

Kospi (Coreia do Sul): -0,42%

ASX 200 (Austrália): -0,46%

Bolsas europeias

Enquanto isso, as bolsas europeias estão operando com ganhos na maioria das bolsas, apesar do aumento das tensões geopolíticas após o ataque de drones e mísseis do Irã a Israel no sábado.

Em relação às empresas, as ações da Temenos, uma empresa de software bancário, registraram um aumento de 18% nas primeiras negociações. Isso ocorreu após a empresa afirmar que uma investigação independente considerou as alegações feitas pelo investidor Hindenburg Research como “imprecisas e enganosas”.

FTSE 100 (Reino Unido): -0,41%

DAX (Alemanha): +0,85%

CAC 40 (França): +0,73%

FTSE MIB (Itália): +0,94%

STOXX 600: +0,37%

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