
Os mercados globais abrem a semana em clima de cautela, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por tropas dos EUA, em uma operação relâmpago realizada em Caracas no fim de semana. Apesar da turbulência geopolítica, a reação inicial dos ativos tem sido limitada, com investidores avaliando se o episódio ficará restrito ao curto prazo.
No mercado de commodities, o petróleo opera próximo da estabilidade, mesmo diante do aumento das tensões. A Opep+ confirmou no domingo a decisão de manter a produção inalterada, reforçando a leitura de oferta confortável no curto prazo.
Cenário global: choque tático, impacto contido
A percepção predominante entre investidores é de que a captura de Maduro representa um choque tático, sem indicar, neste momento, uma mudança estrutural de regime com efeitos imediatos sobre os mercados. A Venezuela responde por cerca de 1% da oferta global de petróleo, o que ajuda a explicar a reação moderada dos preços da commodity.
Até agora, o maior reflexo foi observado no ouro, que avançou 2% em Londres, negociado a US$ 4.419 por onça-troy. Já o barril do Brent, referência para a Petrobras, opera próximo da estabilidade, ao redor de US$ 60,70.
EUA: futuros em alta e atenção à agenda econômica
Os contratos futuros dos principais índices de Nova York operam em leve alta nesta segunda-feira (5), enquanto o índice de volatilidade VIX sobe para 15,16 pontos, ainda bem abaixo dos níveis observados no fim de novembro.
O mercado também acompanha as declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que os Estados Unidos “governariam” a Venezuela até uma transição segura. No domingo, o secretário de Estado Marco Rubio adotou um tom mais moderado, sinalizando que Washington pode usar instrumentos econômicos, como embargos às exportações venezuelanas, em vez de uma ocupação militar direta.
Além do cenário geopolítico, a semana será intensa em indicadores. O destaque fica para o payroll de dezembro, além de dados do ISM da indústria e serviços e números do setor imobiliário.
Futuros dos EUA
- Dow Jones Futuro: +0,06%
- S&P 500 Futuro: +0,32%
- Nasdaq Futuro: +0,71%
Ásia-Pacífico fecha em alta
As bolsas da Ásia-Pacífico encerraram o pregão em alta, com destaque para Japão e Coreia do Sul. O movimento foi puxado por ações do setor de defesa e tecnologia, em meio ao aumento das tensões globais.
- Nikkei (Japão): +2,97%
- Kospi (Coreia do Sul): +3,15%
- Shanghai SE (China): +1,38%
- Hang Seng (Hong Kong): +0,03%
- Nifty 50 (Índia): -0,17%
Europa avança no início do pregão
Os mercados europeus operam em alta nesta manhã, reagindo à deposição de Maduro e ao tom ainda contido das autoridades americanas.
- STOXX 600: +0,73%
- DAX (Alemanha): +0,74%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,08%
- CAC 40 (França): +0,06%
Commodities no radar
O petróleo opera em baixa moderada, enquanto investidores avaliam os desdobramentos geopolíticos e a decisão da Opep+ de manter a produção estável.
- WTI: -1,10%, a US$ 56,69 o barril
- Brent: -1,00%, a US$ 60,14 o barril
Já o minério de ferro fechou em alta na China, impulsionado pela demanda firme e restrições de oferta.
- Dalian: +0,95%, a 797 iuanes (US$ 113,96)
Agenda do dia
Indicadores
- 04h00 – Turquia: CPI de dezembro
- 08h00 – FGV: IPC-S de dezembro
- 08h25 – BC: Pesquisa Focus
- 12h00 – EUA: PMI/ISM industrial
- 15h00 – Secex: Balança comercial
Eventos
- 12h00 – Conselho de Segurança da ONU debate Venezuela, com participação do Brasil