Veja o resumo da noticia

  • Mercado aguarda payroll dos EUA, adiado, com expectativa de +70 mil vagas, influenciando juros, dólar e bolsas globalmente.
  • Agenda brasileira inclui preços ao produtor, fluxo cambial e fala de Galípolo, que podem dar sinais relevantes sobre a economia.
  • Cenário político tem pesquisa Genial/Quaest e CPI do Crime Organizado com depoimentos no Rio de Janeiro.
  • No exterior, falas de dirigentes do Fed e estoques de petróleo da AIE são destaques, dessa forma, impactando moedas e energia.
  • Temporada de balanços tem Banco do Brasil no foco, após resultados de Itaú, Bradesco e BTG serem divulgados.
  • Petrobras anuncia vendas fortes e Azul alerta Cade sobre riscos no processo de saída do Chapter 11.
Café com BPM
Foto: Reprodução

A quarta-feira (11) nasce com o mercado olhando para fora. O destaque é o payroll dos Estados Unidos, adiado por causa da paralisação parcial do governo americano. A expectativa é de +70 mil vagas em janeiro.

Se o número vier fraco, a curva de juros lá fora pode aliviar. Com isso, o apetite por risco tende a melhorar. Por outro lado, um dado forte reacende a cautela e fortalece o dólar globalmente.

No Brasil, a agenda é mais enxuta. Ainda assim, ela tem gatilhos importantes: saem preços ao produtor e fluxo cambial, enquanto Gabriel Galípolo fala em evento do BTG a partir das 9h.

Por que o payroll importa tanto hoje

O relatório de emprego virou o termômetro da narrativa de juros nos EUA. Afinal, o Fed olha para o mercado de trabalho para calibrar o ritmo de cortes.

Por isso, o payroll de hoje tende a mexer com três frentes ao mesmo tempo:

  • Juros futuros (se a leitura mudar, a curva responde rápido);
  • Dólar (mais juros, dólar mais forte; menos juros, dólar perde força);
  • Bolsas (principalmente tecnologia, que costuma reagir à taxa longa).

Agenda do dia no Brasil

O noticiário doméstico entra com menos dados, mas com sinais relevantes.

Sai o índice de preços ao produtor, que ajuda a entender pressões na cadeia. Além disso, o Banco Central divulga o fluxo cambial semanal, útil para medir o pulso do dólar via entrada e saída de recursos.

No meio disso, a fala de Galípolo pode orientar expectativas sobre o Banco Central, especialmente depois de uma sequência de dados que vêm sendo lidos com lupa pelo mercado.

Política no radar

No campo político, o mercado acompanha a divulgação de uma nova pesquisa Genial/Quaest. Ao mesmo tempo, a CPI do Crime Organizado ouve o governador do Rio, Cláudio Castro, e o secretário estadual de Segurança, Victor dos Santos, a partir das 9h.

Exterior: dia cheio para o Fed e para o petróleo

Além do payroll e da taxa de desemprego, o investidor também acompanha falas de dirigentes do Fed ao longo do dia.

Mais tarde, entram os estoques de petróleo (AIE), que costumam mexer com petróleo, moedas ligadas a commodities e humor do setor de energia.

Radar corporativo: Banco do Brasil fecha o dia

A temporada de balanços segue viva. Depois de Itaú, Bradesco e BTG, o foco agora é o Banco do Brasil (BBAS3), que divulga resultado do 4º trimestre após o fechamento.

No noticiário corporativo, a Petrobras (PETR3; PETR4) informou números fortes de vendas no 4º tri. Já a Azul (AZUL4) voltou a chamar atenção ao alertar o Cade sobre riscos do atraso na sua saída do Chapter 11, em meio à análise de recurso ligado a acordo com a United.

Agenda

Brasil

  • 09h: Preços ao produtor (dezembro)
  • 14h30: Fluxo cambial (semanal)

EUA

  • 10h30: Payroll (janeiro) — +70 mil (estimativa)
  • 10h30: Desemprego (janeiro) — 4,4% (estimativa)
  • 12h30: Estoques de petróleo (AIE) — semanal