Veja o resumo da noticia
- Secretário do Tesouro dos EUA reafirma política de dólar forte, baseada em fundamentos econômicos sólidos e redução dos déficits comerciais.
- Bessent nega intervenção no mercado cambial para dar suporte ao iene, afastando especulações sobre mudança na postura cambial dos EUA.
- Mercado reage a rumores de intervenção, com consultas informais do Federal Reserve Bank of New York impulsionando a valorização do iene.
- Investidores consideram a hipótese de um dólar mais fraco para atrair capital e melhorar a balança comercial, após declarações de Trump.
- Declarações de Bessent reforçam a mensagem oficial do Tesouro, focada em fundamentos sólidos e não em intervenções diretas no câmbio.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira (28) que o país mantém uma política de dólar forte, baseada no fortalecimento dos fundamentos econômicos. Ao mesmo tempo, ele negou qualquer intervenção do governo americano no mercado cambial para dar suporte ao iene.
A declaração foi dada em entrevista à CNBC e ocorre em meio a especulações sobre uma possível mudança na postura cambial dos Estados Unidos.
“Se nós tivermos políticas saudáveis, o dinheiro vai fluir. Além disso, ao reduzirmos nossos déficits comerciais, isso deve culminar, automaticamente, em mais força para o dólar com o tempo”, afirmou Bessent.
Bessent descarta apoio ao iene
Questionado diretamente sobre uma eventual intervenção para fortalecer a moeda japonesa, o secretário foi categórico. “Absolutamente não”, respondeu. Em seguida, ao ser perguntado se esse tipo de ação poderia ocorrer no futuro, Bessent evitou detalhes.
“Não comentamos, além de dizer que temos uma política de dólar forte”, declarou.
Rumores de intervenção alimentaram volatilidade
Nos últimos dias, o mercado reagiu a rumores de que o Federal Reserve Bank of New York teria realizado rate checks, consultas informais a bancos e operadores para avaliar se o nível da taxa de câmbio está adequado.
O mercado costuma interpretar esse tipo de prática como um sinal preliminar de possível intervenção cambial. Por isso, os rumores chegaram a impulsionar a valorização do iene.
Dólar mais fraco entrou no radar do mercado
Além disso, investidores passaram a considerar a hipótese de que o governo americano pudesse tolerar um dólar mais fraco, como forma de atrair fluxos de capital e melhorar a balança comercial.
Essa leitura ganhou força após declarações do presidente Donald Trump, que afirmou não estar preocupado com a desvalorização da moeda americana.
No entanto, as declarações de Bessent reforçam a mensagem oficial do Tesouro. Segundo ele, a estratégia segue focada em fundamentos sólidos, e não em intervenções diretas no câmbio.