A Carrefour Brasil (CRFB3) deve realizar uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) na próxima segunda-feira (7) para avaliar a proposta feita pela Carrefour França para converter a companhia em uma subsidiária integral.
A aprovação do plano apresentado pela controladora francesa é certa, de acordo com uma fonte do “Broadcast +”. Com isso, o processo deve resultar na deslistagem da companhia do Novo Mercado da B3, a Bolsa de Valores brasileira, e a migração do seu registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de companhia aberta categoria “A” para emissor categoria “B”.
As chances dos acionistas aceitarem a proposta feita à Carrefour Brasil aumentou a partir da reorganização societária da Península, empresa de gestão de ativos da família Diniz, anunciada na noite desta segunda-feira (31), segundo a fonte.
A empresa é a segunda maior acionista da Carrefour Brasil, atrás apenas da matriz francesa.
Com a mudança, a Península passou a deter 4,9% de participação na Carrefour Brasil, ao passo que o fundo de investimento Península II, um FIP (fundo de investimento em participações), deixou de estar sob gestão da empresa e agora detém 2,4% do capital social da rede varejista.
Dessa forma, será possível que o FIP, que é controlado pelo GIC, o fundo soberano de Cingapura, vote na assembleia da semana. O fundo de participações deve votar a favor da conversão da Carrefour Brasil em subsidiária integral da companhia francesa, segundo o veículo.
O interesse do fundo seria vender sua fatia na Carrefour e receber o valor em dinheiro, afirmou a fonte ouvida pelo “Estadão RI”.
Adicionalmente, a Península já informou que todas as suas ações brasileiras serão convertidas em ações do Grupo Carrefour. “A Península está convencida de que a transação criará valor para todas as partes interessadas”, afirmou o Carrefour em comunicado divulgado no dia 11 de fevereiro.
Península passa por reorganização e reduz participação na Carrefour (CRFB3)
Em informe ao mercado nesta segunda-feira (31), a Carrefour Brasil (CRFB3) anunciou reorganização societária do fundo de investimentos Península. O rearranjo resultou numa queda de participação da gerenciadora de ativos da família Diniz para menos de 5%.
Segundo comunicado a FIP (Península II Fundo de Investimento em Participações) deixou de estar sob tutela da Península Partners e passara a ser administrado pelo BTG Pactual Gestora de Investimentos Alternativos. O movimento resultou em perda de participação da Península na Carrefour de 7,3% para 4,9%, em concordância com dados divulgados pela varejista.
O déficit equivale a 103,5 milhões de ações. “O FIP, por sua vez…passou a deter 50.690.286 ações ordinárias de emissão da companhia, que representam cerca de 2,403% de seu capital social”, afirmou a Carrefour Brasil.
A rede citou que as ações da FIP farão parte do Free Float (capital negociado na bolsa) e a redução terá influência na Assembleia Extraordinária marcada para sete de abril. Como consta em documento, só poderão votar na decisão da assembleia 27,645% do capital social da companhia.
A Península informou que não planeja alterar a composição do controle societário ou administrativo da empresa.