
Os novos desdobramentos do caso Banco Master elevaram a tensão nos bastidores do Tribunal de Contas da União (TCU). O clima interno agora é de divisão. Ministros ouvidos sob reserva relatam “constrangimento geral”. Além disso, avaliam que a inspeção sobre o Banco Central assumiu tom de intimidação.
Segundo integrantes da Corte, a apuração extrapolou o rito técnico esperado. Por isso, cresceu o desconforto com a condução do processo. A revelação de uma ofensiva virtual contra o Banco Central reforçou esse sentimento. A informação foi divulgada pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo.
Com isso, aumentou a percepção de excesso na atuação do TCU. O caso tem relatoria do ministro Jhonatan de Jesus. Apesar da pressão, ministros não veem chance de reversão da liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central.
Na avaliação interna, o movimento busca influenciar a fase seguinte. Ou seja, o objetivo seria atrasar a liquidação dos ativos. Esse cenário pode tornar o processo mais lento e burocrático. Como consequência, o ressarcimento aos credores ficaria mais difícil.
Banco Master: Discussões internas
Uma das hipóteses em discussão envolve exigir múltiplas avaliações de mercado para cada ativo. Isso ampliaria etapas e prazos. Enquanto isso, nos bastidores do TCU, a expectativa é de novos desdobramentos. O caso pode avançar também para o campo político.
O presidente do TCU, Vital do Rêgo, evitou rebater críticas internas. Ainda assim, foi ele quem autorizou a inspeção no Banco Central. A apuração busca analisar o processo que levou à liquidação do Banco Master, banco acusado de fraude.