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Ouro bate recorde com demanda por ativos seguros antes de ‘tarifaço’

Na Comex, divisão de metais da Nymex (New York Mercantile Exchange), o ouro para entrega em junho subiu 0,64%

Foto: Freepik
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Os contratos futuros do ouro fecharam em alta nesta quarta-feira (2), com o mercado na expectativa para o anúncio, após o fechamento das negociações, do pacote de tarifas do presidente norte-americano Donald Trump. A medida tem gerado preocupações e aumentado a volatilidade dos ativos.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (New York Mercantile Exchange), o ouro para entrega em junho subiu 0,64%, sendo negociado a US$ 3.166,20 por onça-troy, renovando seu recorde de fechamento.

O metal precioso acumula alta de 17% no ano, impulsionado pela busca dos investidores por um refúgio diante da instabilidade gerada pelos planos do republicano, segundo o Valor.

‘Guerra comercial’ faz investidores buscarem refúgio além do ouro

Com o avanço dos conflitos, ou da chamada “guerra comercial” envolvendo os EUA, muitos investidores têm buscado alternativas para se proteger. As aplicações mais comuns são em ouro, mas analistas apontam que há outros ativos que podem trazer esse “respiro”.

Dentre as opções que podem ser atrativas estão os títulos do Tesouro dos EUA de longo prazo, pois são considerados investimentos de baixo risco e oferecem proteção em períodos de incerteza econômica.

Nesse sentido, uma pesquisa do BofA (Bank of America) apontou que 8% dos gestores de fundos acreditam que esses títulos têm bom desempenho em meio a guerras comerciais.

Agora, com um olhar voltado para o mercado doméstico, a renda fixa brasileira segue atraente. O CEO da Mannah, startup especializada em blockchain, Pedro Xavier, reforça a indicação dos ativos, especialmente em um contexto em que a Selic (taxa básica de juros) está em 14,25% ao ano.

“Investimentos como o Tesouro Direto, principalmente o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+, oferecem segurança e bom retorno”, comentou Xavier.

Além disso, diante da Selic elevada, o movimento de realocação de recursos para a renda fixa afeta negativamente o desempenho do mercado acionário. “Para uma melhor decisão de alocação de recursos financeiros, é muito importante que os aplicadores se atentem ao desempenho dos principais índices de inflação, assim como acompanhem as perspectivas para a taxa Selic”, comentou André Paiva Ramos, conselheiro do Corecon-SP.