O bitcoin tem enfrentado um período de leve recessão nos últimos dias, chegando a apresentar mínimas, com queda de 3,87%, cotado a US$ 108.204,60 na cotação desta sexta-feira (29) às 15h49.
O country manager da Bitget no Brasil, Guilherme Prado, analisou como o cenário econômico global influencia no mercado de criptomoedas, sobretudo bitcoin e Ethereum. “O Bitcoin enfrenta um período de pressão no curto prazo, após testar mínimas em US$ 109.400 e perder a EMA100 diária, reforçando o clima de cautela entre investidores”, disse Guilherme.
“O vencimento de aproximadamente US$ 15 bilhões em opções de Bitcoin e Ethereum contribuiu para aumentar a volatilidade e o receio, enquanto o baixo volume institucional típico do fim do mês de agosto limita movimentos mais expressivos”, comenta Guilherme em entrevista ao portal BP Money.
Ele ainda apresentou uma análise da influência do ambiente geopolítico e conceitos técnicos sobre o setor cripto. “O cenário global também pesa: dados de inflação nos EUA e tensões em relação a tarifas aumentam a volatilidade nos mercados, restringindo fluxos mais agressivos para cripto. Nesse ambiente, o price action do BTC permanece lateral, entre US$ 109.400 e US$ 114.00, com grandes players e baleias mantendo o preço contido abaixo do nível de ‘max pai’ das ações, em US$ 116 mil”, diz o gerente.
Acerca dos conceitos técnicos ele comenta: “Do ponto de visto técnico, o RSI diário na região de 35-38 sugere leve sobrevenda e possibilidade de repique, mas sem confirmação de reversão, já que a resistência imediata segue em torno de US$ 114 mil e o suporte estrutural mais forte está próximo de US$ 104 mil”, completa Guilherme.
Sobre outras criptomoedas, incluindo a conhecida Ethereum, ele vê um cenário diferente do Bitcoin. “Por outro lado, a Ethereum demonstra maior força relativa, com perspectivas positivas apoiadas pelo interesse institucional, enquanto altcoins como Solana, Chairlink e Pyth se destacam em meio à rotação seletiva de capital”, disse.
Ele continua citando que “esse movimento reforça o início de uma fase de diversificação, ainda distante de um ciclo clássico de euforia para altcoins, mas já perceptível em projetos de infraestrutura e stalking. Assim, o mercado segue em compasso de espera, com cautela predominante no BTC e fluxo parcial em direção às altcoins, até que surjam novos gatilhos macroeconômicos capazes de reativar o ciclo de alta”, finaliza Guilherme.