Veja o resumo da noticia
- A Suzano apresentou EBITDA Ajustado de R$ 5,6 bilhões e geração de caixa operacional de R$ 3,7 bilhões no quarto trimestre de 2025.
- O volume de vendas de celulose cresceu 4%, impulsionado pela recuperação gradual do mercado e atingindo 3.406 mil toneladas.
- Custo caixa de produção apresentou queda de 4%, influenciado pela operação de Ribas do Rio Pardo, chegando a R$ 778 por tonelada.
- O preço médio de celulose no mercado externo registrou queda, mas o mercado mostrou sinais de melhora no final de 2025.
- Vendas de papel cresceram 10%, totalizando 474 mil toneladas, enquanto o preço médio líquido ficou em R$ 6.845 por tonelada.
- A dívida líquida encerrou em R$ 69,4 bilhões, com alavancagem financeira em 3,2 vezes o EBITDA e foco na desalavancagem.
- Investimentos totalizaram R$ 2,9 bilhões no 4T25, com orçamento de capital de R$ 10,9 bilhões aprovado para 2026.

A Suzano divulgou nesta terça-feira (10) seus resultados do quarto trimestre de 2025. Portanto, a companhia registrou EBITDA Ajustado de R$ 5,6 bilhões no período. Além disso, a geração de caixa operacional atingiu R$ 3,7 bilhões.
O volume de vendas de celulose alcançou 3.406 mil toneladas. Assim, a empresa cresceu 4% em relação ao 4T24. Consequentemente, esse desempenho reflete a recuperação gradual do mercado.
Eficiência operacional em destaque
O custo caixa de produção sem paradas ficou em R$ 778 por tonelada. Dessa forma, a Suzano (SUZB3) registrou queda de 4% na comparação anual. Além disso, esse representa o menor valor nominal desde o 4T21.
“O custo caixa de produção ex-paradas continuou sua trajetória de queda”, afirma o documento. Portanto, a operação de Ribas do Rio Pardo contribuiu significativamente para esse resultado.
A margem EBITDA Ajustado ficou em 43% no trimestre. Entretanto, houve redução de 3 pontos percentuais em relação ao 4T24. Consequentemente, os preços mais baixos da celulose impactaram a rentabilidade.
Preços e mercado
O preço médio líquido de celulose no mercado externo atingiu US$ 538 por tonelada. Assim, a empresa registrou queda de 8% ante o 4T24. Entretanto, houve recuperação de 2% em relação ao 3T25.
Além disso, o mercado mostrou sinais de melhora no final de 2025. Portanto, o quarto trimestre foi caracterizado pela continuidade da recuperação dos preços. Consequentemente, a sazonalidade chinesa e a redução de oferta apoiaram esse movimento.
As vendas de papel totalizaram 474 mil toneladas no período. Dessa forma, a companhia cresceu 10% em relação ao 4T24. Além disso, o preço médio líquido de papel ficou em R$ 6.845 por tonelada.
Situação financeira
A dívida líquida encerrou em R$ 69,4 bilhões em dezembro de 2025. Assim, a alavancagem financeira medida em dólares ficou em 3,2 vezes o EBITDA. Consequentemente, a empresa mantém a trajetória de desalavancagem.
Além disso, 74% da dívida bruta está em moeda estrangeira. Portanto, a Suzano mantém hedge natural com suas receitas em dólar. Entretanto, 38% da dívida total está atrelada a instrumentos ESG.
O Free Cash Flow Yield atingiu 16,7% nos últimos doze meses. Dessa forma, houve alta de 1,7 ponto percentual ante o 4T24. Consequentemente, a geração de caixa segue robusta.
Papel e tissue ganham espaço
O segmento de papel registrou EBITDA Ajustado de R$ 785 milhões. Assim, cresceu 4% em relação ao 4T24. Além disso, o maior volume de vendas compensou os menores preços.
A Suzano Packaging nos EUA evoluiu conforme o planejado. Portanto, os ativos adquiridos em 2024 registraram primeiro EBITDA positivo no 2S25. Consequentemente, a internacionalização do negócio avança.
Além disso, o acordo para aquisição de 51% da joint venture com Kimberly-Clark prossegue. Dessa forma, a conclusão está prevista para meados de 2026. Portanto, a empresa amplia sua presença no mercado de tissue.
Investimentos e perspectivas
Os investimentos de capital totalizaram R$ 2,9 bilhões no 4T25. Assim, houve redução de 11% em relação ao 4T24. Consequentemente, o menor desembolso com o Projeto Cerrado explica essa queda.
Para 2026, a administração aprovou orçamento de capital de R$ 10,9 bilhões. Portanto, R$ 7,3 bilhões serão destinados à manutenção industrial e florestal. Além disso, a empresa mantém foco em competitividade.
O ROIC (Return on Invested Capital) ficou em 11,5% nos últimos doze meses. Entretanto, houve queda de 1,8 ponto percentual em relação ao 4T24. Consequentemente, os menores preços da celulose impactaram a rentabilidade do capital.