
O dólar fechou nesta quinta-feira (3) com forte baixa ante o real, superior a 1%, na menor cotação de 2025, acompanhando o recuo generalizado da moeda norte-americana no exterior, após as tarifas de importação anunciadas pelo governo de Donald Trump na quarta-feira (2).
O dólar à vista encerrou com queda de 1,8%, a R$ 5,6290 — menor cotação de fechamento desde 16 de outubro de 2024, quando fechou em R$ 5,6226. No ano, a divisa acumula queda de 8,90% ante o real.
A sessão foi marcada por forte aversão ao dólar, tanto em relação a outras moedas fortes, como o iene e o euro, quanto em relação a divisas de países exportadores de commodities e emergentes, como o real, o peso mexicano e o peso chileno.
O movimento ocorre em meio à percepção de que as tarifas recíprocas anunciadas na véspera pelo presidente dos EUA, Donald Trump, serão prejudiciais para a própria economia norte-americana, que poderá até entrar em recessão. Segundo o Investing, um cenário como esse abriria espaço para o Fed (Federal Reserve) cortar ainda mais os juros nos EUA, o que, no limite, pesaria sobre as cotações da moeda norte-americana.
Ibovespa fecha com leve baixa ao digerir tarifaço de Trump; dólar cai
O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, fechou a sessão desta quinta-feira (03) com baixa de 0,04%, aos 131.140,65 pontos. O dólar comercial caiu 1,23%, a R$ 5,62, o menor patamar desdo o início de outubro.
No “day after” ao anúncio das tarifas adicionais aos parceiros comerciais dos EUA pelo presidente Donald Trump, o Ibovespa operou de lado, tentando manter o patamar conquistado nas sessões anteriores. O índice se apoiou no recuo dos juros futuros, com avanço de ações dos bancos tradicionais e das varejistas, para conter perdas mais fortes.
O Gráfico DXY, índice do dólar nos EUA, fechou com queda de 1,55%, a US$ 102,19.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (2) o novo pacote de tarifas comerciais, batizado de “Dia da Libertação”, que determinou sobretaxas recíprocas a produtos importados de todos os países com barreiras consideradas desproporcionais.