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Drex: projeto piloto entrará em 2ª fase de testes

Outras instituições poderão criar e gerenciar serviços próprios na segunda fase de testes, que não se limitará mais ao BC

Drex
Drex / Foto: Divulgação/BC

O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (22), a revisão das diretrizes do projeto piloto do Drex, visando permitir o avanço de sua infraestrutura para uma segunda fase de testes.

O objetivo é incorporar novas funcionalidades e realizar testes adicionais, informou a autoridade monetária.

Segundo o BC, as soluções tecnológicas de privacidade testadas até o momento no projeto piloto do Drex, não demonstraram a maturidade necessária para garantir o cumprimento de todos os requisitos legais relacionados à preservação da privacidade dos cidadãos.

Na segunda fase de testes, a infraestrutura desenvolvida para o Piloto com Tecnologia de Registro Distribuído (DLT) começará a testar a implementação de “smart contracts” criados e geridos por participantes terceiros da plataforma.

Os participantes poderão criar e gerenciar seus próprios serviços e novos modelos de negócios, não se restringindo mais aos serviços desenvolvidos pelo Banco Central.

Nova fase do Drex

De acordo com o BC, será necessário avaliar diferentes casos de uso nesta nova fase do Piloto Drex, considerando os requisitos de privacidade exigidos pela legislação vigente.

“Serão incluídos no ambiente de testes ativos não regulados pelo BC. Para tanto, haverá necessidade de se assegurar a participação ativa de outros reguladores na plataforma Drex, em especial da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que já acompanha a evolução da moeda digital do Brasil”, disse o BC.

Nas próximas semanas, o Banco Central abrirá um prazo para que os atuais participantes do Piloto do Drex apresentem propostas de casos de uso. As iniciativas selecionadas começarão a ser testadas a partir de julho.

Brasil está preparado para adotar o Drex, diz diretor do Citi

O diretor de negócios digitais do Citigroup para a América Latina, Driss Temsamani, disse que o Brasil está pronto para o Drex, devido à facilidade com que a população se adequa a novas tecnologia do setor. A informação foi concedida ao Valor Econômico.

Segundo um relatório do Citi, o país é o número um da América Latina em termos de digitaliação de dinheiro, sendo o apoio do governo e do mercado e soluções de pagamentos digitais alguns dos critérios.

Em seguida, a Argentina, Chile, México e Colômbia se destacam em relação ao dinheiro digital.

O executivo chama atenção para questões de infraestrutura, inovação do setor privado e disposição dos consumidores para adotar a solução – os principais fatores para o sucesso de uma nova tecnologia. Para Temsamani, o Brasil possui os três.

O diretor do Citi destaca ainda que, a partir da conexão com o sistema financeiro tradicional, será possível ajudar na obtenção de crédito para as pessoas do mercado de economia informal, que são ainda dependentes do dinheiro físico. A tokenização é um exemplo.