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BTLG11, do BTG (BPAC11), espera captação de R$ 1,2 bi com novas cotas

O número total de novas cotas emitidas pelo BTLG11 será 11,8 milhões, ao preço de R$ 98,17 cada uma

O Fundo de Investimento Imobiliário (FII) BTG Pactual (BPAC11) Logística (BTLG11) deu aval para mais uma rodada de emissão de novas cotas. A oferta será a 13ª realizada pelo FII e e deve levantar até R$ 1,2 bilhão, segundo fato relevante divulgado nesta sexta-feira (26).

O número total de novas cotas emitidas pelo BTLG11 será 11,8 milhões, ao preço de R$ 98,17 cada uma. Os investidores terão que arcar não apenas com esse valor de compra, mas também com os custos da emissão, que são calculados no equivalente a 3,54% do valor, ou seja R$ 3,48. Então, para os interessados pela BTLG11, a cada cota subscrita, o desembolso será de R$ 101,65.

Ainda há expectativas de que o valor da cota possa ser alterado até o dia 7 de fevereiro. Contudo a alteração depende do valor de mercado nos últimos 5 dias anteriores a esse fechamento. Outro porém é o limite de variação, que ficou estabelecido em 3% para cima ou para baixo. 

Nesta sexta-feira, por volta das 15h10 (horário de Brasília) a cota estava em queda de 1,39%, sendo negociada R$ 102,00.

Outras possibilidades para os cotistas

Dependendo da demanda, a oferta pode também ter acréscimo de um lote adicional de 25%, um valor que chega a até R$ 300 milhões. Quem já é cotista do BTLG11 o prazo entre os dias 1º e 15 de fevereiro para exercer o direito de preferência, de acordo com o cronograma que foi posto nesta sexta-feira. 

Ao exercer esse direito o cotista em questão pode ter o valor proporcional de suas cotas na nova emissão de um fundo já listado, como é o caso do BTLG11. O oferta tem prazo para a subscrição e ela encerra no dia 26 de fevereiro. 

FIIs vendem antiga fábrica da Ford por R$ 850 mi

Os Fundos de Investimentos Imobiliários, BTG Logística (BTLG11) e SJ AU Logística (SJAU11), venderam um galpão localizado em São Bernardo do Campo (SP), região do ABC Paulista, que abrigou a fábrica da Ford. De acordo com divulgação feita pelas duas carteiras, o negócio fechou com o valor de R$ 850 milhões.

Contudo, para ser concluída a transação ainda depende da superação de regras previstas no contrato dos Fundos Imobiliários. O SJAU11, que detém 75% do espaço, apontou em um comunicado que deve receber R$ 634,5 milhões pela fração negociada. 

Enquanto isso, o BTLG11, que tem posse de 25% do imóvel no ABC Paulista, deve embolsar R$ 212,5 milhões.  A aquisição do ativo pelo fundo aconteceu em 2020 e ele calcula um total de R$ 176,3 milhões investidos. 

Segundo comunicado pela BTLG11, a tese de investimentos inicial no ativos envolvia a expectativa de desenvolvimento e apreciação de um complexo logístico no imóvel. 

“No entanto, devido a oferta feita pelo comprador, que representa um ganho de capital de 20,55, a gestora vislumbrou na alienação do ativo uma oportunidade de melhor destinação dos recursos e distribuição de lucro para seus cotistas”, é o que conclui o texto. 

A estimativa de lucro da operação feita pela equipe gestora do BTLG11 é de R$ 1,27 por cota.