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Fitch estipula rating do Brasil em ‘BB’, com perspectiva estável

Em comunicado, a Fitch escreveu que os ratings do Brasil são apoiados por sua economia grande

A Fitch Ratings confirmou nesta sexta-feira (15) o rating soberano do Brasil em ‘BB’, com perspectiva estável. Em comunicado, a agência de classificação de risco escreveu que os ratings do Brasil são apoiados por sua economia grande, alta renda per capita e mercados domésticos profundos.

Além disso, a Fitch citou as finanças externas fortes, que apoiam a resiliência a choques, sustentadas por uma taxa de câmbio flexível, reservas internacionais robustas e uma posição de credor externo líquido soberano.

Apesar disso, a agência citou o que o Brasil possui um fraco potencial de crescimento econômico, pontuações de governança relativamente baixas, relação dívida pública/PIB elevada e crescente e rigidez orçamentária.

Na declaração desta sexta-feira (15), a Fitch também citou o amplo pragmatismo político do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro ano, avançando em medidas de aumento de receita e defendendo maiores investimentos por parte das estatais, mas sem uma política agressiva do passado.

Em contrapartida, a Fitch pontuou a deterioração fiscal em 2023, impulsionada por grandes aumentos de gastos relacionados à expansão dos benefícios sociais do Bolsa Família.

Braskem (BRKM5): Fitch rebaixa rating para grau especulativo

Braskem (BRKM5) teve seus ratings rebaixados pela agência de classificação de risco Fitch na quinta-feira (14). Com isso, as IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) da petroquímica caíram de ‘BBB+’ para ‘BB-‘, o que configura grau especulativo. Com isso, a agência entende que há um maior risco de que a empresa não consiga arcar com seus compromissos.

Além da holding, foram rebaixadas as notas das subsidiárias da companhia nos EUA (de ‘BBB-‘ para BB+’) e na Holanda (de ‘BB’ para ‘BB-‘). Um fator determinante para os cortes foi o pedido conjunto do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público do Estado de Alagoas de um bloqueio de R$ 1 bilhão das contas da empresa para cumprimento de decisão liminar.

“Os ratings negativos refletem o aumento dos riscos ambientais e as novas reclamações de R$ 1 bilhão (US$ 200 milhões) associadas ao possível colapso de uma mina de sal no contexto do evento geológico em Alagoas, o que poderia piorar o perfil do fluxo de caixa da empresa”, explicou a Fitch em documento.

“A Fitch espera que o FCF (fluxo de caixa para financiamento) fique negativo por um período mais longo do que o esperado, enquanto a empresa permanece exposta a uma desaceleração prolongada no setor petroquímico, o que resultou em um aumento significativo da dívida líquida”, acrescentou.

A Fitch espera que a alavancagem líquida, excluindo a Braskem Idesa, será de cerca de 10,0 vezes em 2023, caindo para 5,5 vezes em 2025 – anteriormente, a previsão era de 3,5 vezes nesse quesito.